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1679 Palavras

Não sabia se tinha feito um bom negócio. Na verdade, eu sabia que não. Negócio bom era aquele que me deixava com controle total da situação — e eu tinha acabado de abrir espaço demais para um homem como Paolo. Ele não era só experiente, ele era venenoso. Um oportunista que não desperdiçava fraquezas, que não deixava brechas, e que só sorria quando via o outro sangrando por dentro. Se eu recusasse, ele me prejudicaria. Eu conhecia aquele tipo de gente. Pessoas que fingem negociar, quando na verdade só estão esperando o momento certo para te empurrar do precipício. Paolo não tinha me chamado para conversar. Ele tinha me chamado para provar que ainda conseguia me tirar do eixo. E conseguiu. Porque eu não devia estar naquele bordel imundo, preso dentro de uma “trégua” falsa com um inimigo

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