Ela estava vestida com um vestido vermelho — vermelho tentação — do tipo que não precisava de esforço para dominar qualquer ambiente. O tecido era fino, elegante, feito para cair no corpo dela como se tivesse nascido ali, abraçando cada curva de um jeito que me deixava inquieto por dentro. O corte destacava a pele clara dela, e a joia cravejada de diamantes que eu tinha lhe dado parecia o toque final de uma obra que ninguém naquela merda de salão tinha o direito de observar. Ellen era a mais linda do lugar. A única. Não importava quantas mulheres estivessem ali, olhando para mim, sorrindo com intenções óbvias, se aproximando devagar para tentar chamar minha atenção. Elas podiam estar nuas e ainda assim seriam invisíveis. Porque a minha mente estava nela. O meu corpo estava nela. O me

