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1389 Palavras

Não tinha intenção de amedrontá-la com a minha obsessividade… mas, no instante em que ouvi que ela deixaria a minha casa, fui tomado por uma mistura de insegurança e raiva que me fez agir como se eu fosse dono de tudo — como se eu tivesse o direito de decidir por nós dois. Eu me senti rejeitado. Como se eu tivesse aberto a única parte de mim que ainda era humana… e ela tivesse pisado em cima com a palavra “vou embora”. Eu via o desejo dela. Via nos olhos. Na respiração. Na forma como o corpo dela reagia quando eu chegava perto demais. Mas eu não entendia por que ela queria se afastar. E foi aí que eu estraguei tudo. Deixei o meu lado bruto agarrá-la, comandá-la, beijá-la com aquela pressa e aquela certeza… como se eu não estivesse beijando Ellen, e sim marcando território. Como s

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