Pré-visualização gratuita "Lorenzo reinaugura o Cassino Ferrari"
Uma inquietação na vida de Lorenzo começou, exatamente há uma semana atrás, quando foi buscar seus pais num Sábado chuvoso, em uma festa de Boda de Prata de um casal amigo da família.
- Eu e sua mãe vamos cumprimentá-los e logo iremos embora. Você não vem Lorenzo?
- Não meu pai. Não quero que me vejam que cheguei agora.
Lorenzo não tinha comparecido a festa porque estava as voltas com os preparativos da reinauguração de seu Cassino.
O pai de Lorenzo sorri para o filho que está visivelmente cansado e sugere que ele beba alguma coisa até eles voltarem.
- Não vamos demorar. Beba um wuiske para esquentar.
É quando Lorenzo avista a mais linda mulher que já viu em toda sua vida, descendo as escadas rapidamente, seguida por um homem aparentemente nervoso.
Inesperadamente a bela mulher olha em sua direção, fazendo seu coração de Lorenzo acelerar descompassadamente.
Assim que os olhares de Lorenzo e Giulia se encontraram um sentimento inexplicado acontece com eles, como se fosse amor a primeira vista.
A partir daí a visão daquela linda mulher, que havia cruzado o seu caminho no Sábado chuvoso e frio, não lhe saia da cabeça.
Fazia uma semana, que Lorenzo Ferrari, tinha visto aquele belo rosto, que o enfeitiçara e estava lhe tirando a paz.
Domênico seu braço direito escuta-o falar da tal desconhecida, que não conseguiu localizar de jeito nenhum na Sicília.
- Descreve outra vez a tal mulher e com quem ela estava naquela noite
- Eu já falei Domênico. Estávamos no finalzinho da festa, chovia e fazia mais ou menos uns quatorze graus lá fora, quando olhei de repente e vi aquela linda mulher de preto descer as escadas e logo atrás desceu um homem, que colocou um casaco de pele sobre o ombro dela e depois saíram juntos muito rápido pela porta da frente. Eu tentei ir atrás, mas meus pais chegaram com o casal aniversariante e eu fui obrigado a parar e cumprimentá-los. Como senão bastasse, eles me fizeram perguntas sobre a minha vida particular, que eu não estava a fim de responder. Tipo se eu estava namorando ou se havia me casado. Isso foi que me prenderam por mais tempo na festa. Quando sai ela já tinha ido embora é claro.
- As Câmeras do portão de da frente não pegaram direito os três e nem a placa do táxi em que entraram. Sinto muito Lorenzo.
- É impossível saber qual era o táxi, porque havia vários parados na porta, aguardando por passageiros.
- Se essa festa tivesse sido aqui em Veneza eu já havia localizado aquela princesa.
- Nossa Lorenzo. Você ficou mesmo impressionado com ela.
- Isso porque você não viu como ela era linda Domênico.
Lorenzo recorda-se do momento que conseguiu se livrar das perguntas inconvenientes dos anfitriões, mas já era tarde demais e ele não conseguiu mais encontrá-la.
- Pra onde ela foi?
Desesperado por não a ver mais, Lorenzo põe a mão na cabeça.
- Ela quem chefe?
- A mulher linda de preto, que estava ainda agora ali.
Tomazzo e Domênico olham na direção que Lorenzo está dizendo, mas não veem absolutamente nada.
Num ato de desespero, Lorenzo ainda procura a mulher misteriosa nos arredores da casa, mas é em vão, ela já havia partido num táxi.
- Tem certeza de que vocês não viram, a bela mulher de preto, que saiu com um casaco de pele, ao lado de um homem?
- Não Lorenzo. Nós não vimos nada.
- Não é possível que ela tenha desaparecido como se fosse fumaça.
Giulia Moretti chega em casa, também impressionada, com o olhar daquele homem.
Pietro seu irmão ajuda-a tirar o casaco.
- Aonde vocês dois estavam? Fiquei esperando muito tempo no carro.
- Fui atrás de Pietro, como sempre Violetta.
- Onde você estava irmão?
- Conversando com uma amiga.
- É verdade Giulia?
- Dessa vez é sim.
- Vocês duas precisam parar, de pegar no meu pé.
- E você precisa parar, de fazer besteira.
- Por essas e outras, que eu não quero mais namorar ninguém. Já basta ter duas irmãs chatas, na minha cola.
- Do jeito que você anda fazendo besteira, é bom não ter namorada mesmo.
Giulia fala sério com Pietro e depois sobe as escadas de sua casa, sendo seguida por Violetta.
Uma semana depois.
Família de Lorenzo é dona do "Cassino Ferrari" em Veneza. Porém seus pais moram no Brasil, desde a morte do filho mais velho Luigi e só vieram a Itália para festa das bodas dos amigos.
Lorenzo após a morte de seu irmão, entra para máfia italiana, com ajuda do conhecimento de seu pai.
A Máfia permiti, que seus membros tomem algumas atitudes como: extorquir, perseguir, intimidar, torturar ou até mesmo matar, caso seja necessário.
Para ser um mafioso, é importante lembrar que, não é permitido roubar dinheiro de membros da máfia, nem de suas famílias, assim como cobiçar sua mulher.
Os "Irmão Bianchi" sabem muito bem, o que significa dar uma volta em um mafioso.
No passado, eles tiveram seu pai e a madrasta mortos sem piedade, pela máfia italiana.
Franco e Vittório donos do Cassino Irmãos Bianchi, assumiram na Sicília os negócios da família há alguns anos e já tentaram diversas vêzes entrar para máfia, sendo rejeitados por ela.
Depois de terem duas pessoas mortas na família, porque tiveram atitudes erradas, roubando um m****o importânte dentro da máfia, era impossível que eles fossem aceitos, pela mesma.
A reinauguração do "Cassino Ferrari" em Veneza, estava planejada para dois mêses atrás, mas Lorenzo o filho mais novo de Federico Ferrari, resolveu adiar o tão esperado acontecimento, para que coincidisse com a chegada do Verão.
- Está tudo conforme planejou meu filho?
- Não podia estar mais perfeito meu pai.
- Só faltou seu irmão Luigi?
- Sei que ainda sofre muito, com o que aconteceu a meu irmão Luigi, meu pai.
- Não tem um só dia, que sua mãe não chore, lembrando dele Lorenzo.
- Ainda vou descobrir o responsável por sua morte meu pai e acabar com ele.
As três meninas do Pole Dance ao serem substituídas, aproveitam para ser aproximarem de Lorenzo.
- Uau o Cassino está bombando.
- Como vai Sr. Federico? Animado com a inauguração.
- Vou bem Úrsula. Lorenzo tinha razão quando me convenceu a adiarmos a inauguração.
- Vocês três arrasaram ainda pouco no Pole Dance.
Elas riem e Úrsula se aproxima e fala baixinho no ouvido de Lorenzo.
- Você gostou? Acho que mereço uma recompensa, depois que tudo acabar por aqui.
Lorenzo entende o que Úrsula quer, leva o wuiske a boca e depois coloca o copo na mesa.
- Depois que tudo acabar, o dia já terá clareado e você não conseguirá nem andar direito, que dirá fazer o tipo de sêxo que eu gosto, Úrsula. Vamos pai.
- Vamos sim Lorenzo.
Chiara e Lina riem e Lorenzo sai com o pai, para receber uns convidados.
- O que vocês duas estão rindo? Suas idiotas!
Por volta das quatro horas da manhã, os seguranças de Lorenzo, observam um homem, que não parou de jogar e perder a noite toda.
- Pai o senhor já perdeu demais, já tá bom.
- Eu sei que vou ganhar agora.
O homem perde novamente e o filho põe a mão na cabeça.
- Viu? Perdeu mais uma vez.
- Vou recuperar, na próxima partidinha.
- Não é melhor dar uma parada? Vamos beber alguma coisa?
- Sai daqui Pietro, que eu acho que é você, quem está me tirando a sorte.
Os jogadores riem de Pietro, que sai e entra numa sala, pensando não estar sendo visto.
Enquanto Pietro arrumava na mesa uma carreira de cocaína e um dos homens de Lorenzo entra na sala, impedindo-o de inalar a droga.
- Oh, oh. Nada disso. Aqui dentro isso é proibido.
Os homens seguram Pietro e levam até a sala de Lorenzo.
Na mesa de pôquer, um dos homens explode sua raiva, dando um soco na mesa.
- Já chega! Pague o que nos deve agora!
O homem sentado na mesa, mostra o revólver na cintura, para Giovanni.
Lorenzo estava sentado em sua sala, após seu pai ter ido, até o bar conversar com amigos
Por mais que tentasse, Lorenzo não conseguia desviar seus pensamentos, da mulher misteriosa, que havia visto na semana passada.
Até que o barulho da porta abrindo, faz com que ele volte a realidade.
- Problemas chefe.
- O que houve Domênico?
- Esse i****a foi pego, usando drogas aqui dentro.
- Há é mesmo?
Lorenzo levanta e dá um soco em sua barriga.
- Isso é para você sempre lembrar, que no meu Cassino, não há lugar para viciados.
- Desculpe senhor, eu prometo que isso, não vai mais acontecer.
- O que eu faço com ele chefe?
Enquanto Domênico ainda falava, Genaro outro segurança, também entra empurrando, um homem na sala.
- O que houve com esse senhor?
- Perdeu e não quer pagar.
- Escuta meu jovem eu perdi, mas sei que posso ganhar, se eu jogar mais uma partidinha de pôquer.
- Pai, eu falei pro senhor parar de jogar.
- Há são pai e filho?
Lorenzo pergunta olhando para eles.
- Somos sim, senhor.
- Um viciado em drogas e outro viciado em cartas.
- Não senhor, eu não sou viciado. Jogo por robe.
- É viciado sim. Você e seu filho aí.
- Eu não sou viciado não. Uso por curtição.
- Cala boca seu viciadinho sem vergonha.
- Desculpe senhor.
Lorenzo anda de um lado pro outro.
- Quero saber com ordem de quem, você estava cheirando cocaína, nas dependências do meu Cassino?
Lorenzo levanta a cabeça de Pietro pelos cabelos.
- Não faça isso com meu filho, por favor.
- Olha pra mim, seu viciadinho, quando eu falar com você.
- Eu pago. Eu pago quanto o senhor quiser, mas nos deixe meu filho e eu irmos embora.
- Há vocês querem ir embora? Tá bom.
Lorenzo abre a gaveta e põe a arma em cima da mesa.
- Pai acho que eles vão nos matar.
Lorenzo olha para Pietro e outro funcionário entra, com uns papéis na mão.
- Como é o nome de vocês?
- Giovanni senhor. Giovanni Moretti.
- Eu sou Pietro Moretti.
- Pois bem seu Giovani, assine e coloque telefone e endereço nessa promissória.
- Pai, o senhor perdeu tudo isso?
Lorenzo dá um soco na mesa assustando-os.
- Vai assinar ou prefere morrer, você e teu filho hoje aqui?
Genaro se aproxima de Giovanni, entregando-lhe uma caneta.
- Mas nós não somos daqui. Somos da Sicília.
- Coloque o endereço certo, caso contrário o acharemos onde estiver.
Giovanni assina com a mão trêmula.
- Pronto. Está assinado.
- Vinte quatro horas é o tempo que te dou, pra pagar o que me deve.
- Esse prazo é muito curto. Me dê mais uns dias.
- Nem um dia a mais. Agora saiam daqui imediatamente.