Capítulo 17

1019 Palavras
Ele se encostou mais, mostrando estar e******o, falou no ouvido dela, puxando o cabelo: — Mah, se a sua intenção é esquecer, ouve o conselho desse tequileiro aqui, não faça! Eu não curto esse lance de se arrepender, tô vivendo no máximo e não passo vontade. Você devia experimentar! Rindo, ela falou, virando-se de frente para o balcão e de costas para ele: — Eu vou tomar! Moço, desce mais três, e eu pago! Ele continuou próximo atrás, não tomou junto. Ela pagou com o cartão, deu o celular para ele guardar e falou que queria dançar. Estava tocando funk. Ele perguntou se ela estava de boa. Segurando-o pela mão, ela disse que estava ótima, levou-o para o canto e começou a dançar rebolando na frente dele, se esfregando e roçando, sendo muito provocativa. Ele entrou na onda, foi curtindo junto, dançando, segurando-a pela cintura, pelo cabelo, acariciando as costas e a b***a dela, até apertando. Cerca de meia hora depois, ele falou que ia pegar uma água, puxou-a de costas, abraçando. Ela estava eufórica, animada, rindo muito, falou que queria beber mais. Ele a encostou no balcão e falou confuso: — Por que quer beber mais? Já não tá tombando? Ela disse que precisava de coragem. Ele respondeu rindo: — Eu sou tão r**m assim? Que precisa ficar bebaça para sair comigo? Ela respondeu, chegando perto para beijar: — r**m não, é ótimo. Quero o meu beijo! Ela foi lambendo e chupando a boca dele, enfim se beijaram, e muito. Encostados no balcão, trocaram beijos intensos e demorados. Ele achou que a noite ia render muito, falou que ia pegar a bolsa para irem embora e se afastou. Alguns instantes depois, quando voltou para perto, ela falou bêbada: — Gab, eu tô muito louca, não sei se consigo andar sozinha. Ele foi pegar um refrigerante. Quando voltou, ela estava pior e rindo horrores, foi saindo quase caindo. Ele falou que ia levá-la para casa, pediu um carro no aplicativo. Ela falou desesperada: — Não, não, pra casa não, meus avós estão lá. Ele não sabia o que fazer. Assim que entraram no carro, ela apagou. Ele foi para a academia. Quando desceram do carro, ela despertou. Ele foi abrindo com as chaves dela, amparando-a entraram. Ele falou que ia arrumar os colchonetes. Ela colocou música um pouco alta. Ele correu para desligar e falou, levando-a para deitar: — Me lembre de nunca mais te dar tequila. Ela respondeu rindo, tirando a camiseta dele: — Lembrar de querer te dar, eu lembro. Ele até tirou, foram deitar se beijando. Ela estava de roupa deitada por baixo, falou parando de beijar, sonolenta: — Eu quero dormir. Ele foi saindo de cima, disse deitando ao lado dela abraçado: — Pode dormir! Tenta descansar. Que horas você precisa entrar no trabalho? Ela disse que "agora". Ele falou rindo: — Agora o quê, Mah? Que horas você entra para trabalhar na clínica? Ela se virou para ele, agarrada e encolhida no seu abraço, falou sonolenta: — Eu não sei, Gab, fica comigo? Você é tão gostoso! Ela estava acariciando-o, beijando o pescoço. Ele não estava fazendo nada, ainda que quisesse muito, deu uns beijinhos só. Ela disse que precisava avisar aos avós que ia dormir fora. Ele pegou o celular dela, ajudou a mandar mensagem. Ela deitou e apagou. Ele aproveitou a oportunidade e acabou olhando as mensagens do Túlio, que eram mais de dez enviadas há pouco tempo. Viu toda a discussão dos dois, as ofensas dele e também o "término". Era de madrugada, ele mandou mensagem para Gaia falando o que aconteceu e disse que estava avisando para evitar problemas e já se desculpou por terem ido para lá, mas que não tinha para onde levar Mah. Gaia viu a mensagem muito cedo e foi para lá, encontrou os dois dormindo juntos abraçados, chamou ele e foram conversar fora da sala. Ela pareceu brava e quis saber o que tinha acontecido, porque Mah não era de beber nunca. Ele falou com graça que não teve culpa e ela parecia chateada, também que nada aconteceu entre eles. Desconfiada, Gaia falou: — Olha, olha, eu não gosto de coisa errada, Gab. Mah é muito gente boa! Eu sei que você está interessado, mas ela tem compromisso e você não precisa atentar a vida dela. Ele disse sério: — Gai, eu sei disso e a respeito, tanto que te chamei já de madrugada. Do jeito que ela estava, eu podia ter aproveitado e muito, fica entre nós, mas ela queria, ela me beijou, ficou atiçando, falando uma pá de coisa! Eu que dei uma segurada e não deixei rolar. Depois eu vou conversar com ela! Acho que brigou com o noivo, ela falou umas coisas, parece que terminaram. Ela disse que ia chamar Mah para não perder a hora na clínica. Ele falou que precisava ir embora e que preferia não estar lá, porque com certeza ela ia ficar envergonhada. Às pressas, ele foi embora. Quando Gaia foi acordá-la, deu água e um remédio para dor de cabeça, perguntou o que tinha acontecido. Sonolenta, sem entender nada, Mah foi levantando e falou confusa: — Eu não sei, eu acho que bebi muito, cadê o Gab? Ela falou com deboche: — Cadê o Gab, sua maluca? O que aconteceu, Mah? Vocês dois? Ficaram? Ela disse que precisava ir ao banheiro, entrou para tomar banho, sem se lembrar muito bem da noite passada, teve medo de ter ido além com ele e no banheiro viu que nada muito importante aconteceu. Às pressas, trocou de roupa lá e foi para a clínica, disse que depois conversavam e perguntou se Gab falou alguma coisa. Gaia disse rindo: — Ele falou que você o atacou, que estava sedenta por ele e que foi difícil te tirar de cima! Acho que você está encrencada. Ela saiu rindo da situação, pegou um salgado e um suco no terminal de ônibus. Com o celular desligado, sem bateria, ficou tentando se lembrar da noitada. Chegou no trabalho meia hora atrasada. Danna falou com ironia: — Bom dia, Marjorie, atrasada de novo, que surpresa.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR