Capítulo 47 – Coroa e Lobo

1196 Palavras

Vincenzo A Capela Santa Marta cheirava a água parada e vela r**m. Mandei apagar as poucas luzes que tinham sobrado. Prefiro escuridão que obedece à minha mão. A fachada, pequena, exibia reboco recente; no rodapé do salão dos fundos, a palavra VÉSPERA sangrava em vermelho apagado — a assinatura de quem acha bonito brincar de missa com bomba. — Éter, telhado. Alfa, corredor lateral. Sigma, bueiros abertos, — murmurei no rádio. — Sem estampido em cruz. Se falar, fala baixo. Marcos assentiu, caderno no bolso, dedo apontando a planta que Orsini rabiscara. O padre veio atrás, com a culpa no rosto e a coragem na mão. Elena entrou pelo canal, voz limpa no meu ouvido: — Crianças retiradas do Gabriel. O salão está vazio. Se Lorenzo vier, virá aqui ou para o teatro. — Aqui primeiro, — respondi.

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