30- Lobo

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Lobo Narrando Acordei sentindo aquele cheiro doce, inconfundível, que só podia ser dela. O perfume da Alice grudou em mim de um jeito que até dormindo eu sentia. Abri os olhos devagar, ainda meio sonolento, e quando olhei pra baixo, lá estava ela, toda jogada em mim, dormindo tranquila com a cabeça encostada no meu peito. Soltei um riso baixo, porque aquela cena era braba demais. A ruiva cheia de marra, que sempre queria bancar a durona, tava ali, entregue, respirando fundo contra minha pele, como se fosse o lugar certo pra ela estar. E era. Passei a mão de leve no cabelo dela, sentindo a maciez dos fios entre meus dedos. Ela se mexeu um pouco, mas continuou dormindo, se aninhando mais contra mim. Meu peito inflou de um jeito diferente. Eu gostava de ver ela assim, despreocupada, sem más

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