Capítulo 5

1058 Palavras
Checava alguns detalhes de uma construção iniciada no centro da cidade, quando a porta abre de repente e uma mulher entra vestida em um vestido vermelho justo e uma bolsa combinando da Gucci. — Olá, querido. Matteo levanta indo cumprimenta-la. Ela dá dois beijos em cada bochecha dele. — Come te la passi, Ariella? — A conduz até a cadeira de couro em frente á mesa. Ariella Santoro, era aquele tipo de mulher dos sonhos, cujo a maioria dos homens deseja ao seu lado. Possuía um corpo magro ,mas com curvas, s***s com silicone que se presenteou no último aniversário; Digna muitas vezes de aparecer em capas se revista fitness, onde esbanjava sua boa forma com uma alimentação regrada e exercícios. Possuía olhos azuis profundos, cabelos castanhos com cachos largos chanel e um sorriso que parecia diamantes brilhando. — Melhor agora —Ela olha para Beatrice que arrumava alguns papéis sobre a mesa de cabeça baixa — Quem é ela? Ele segue o olhar dela que, vendo Beatrice erguer o olhar e fitar ambos. — Beatrice. A nova assistente que Eleonora contratou. — Eleonora não poderia contratar um assistente? — Matteo senta novamente, verificando algo no computador — Em algumas tarefas homens são mais competentes. Os olhos de Beatrice e Ariella se encontram e Beatrice os nota ir dos seus pés até sua cabeça. — Quando iremos almoçar? — pergunta, ignorando a presença dela. — Daqui a pouco. — Já não podemos ir? Estou faminta. Matteo suspira impaciente, parando o que estava fazendo. — Termine isso, Beatrice. Ariella sorri. Matteo pega o paletó deixando a sala com Ariella agarrada ao seu braço. Ela senta na cadeira de Matteo começando a martelar com os dedos o teclado na sua frente. Pouco tempo depois ouve batidas na porta e Eleonora põe a cabeça para dentro da sala. — Onde está Matteo? — Foi almoçar com Ariella Santoro. — Ariella — Eleonora repete se aproximando — Está com a planilha de finanças da construção do centro? — Está aqui — estende o papel para Eleonora. — Grazzi — Ela folhea os papéis, olhando novamente para Beatrice — Não irá almoçar? Ela ergue os olhos da tela do computador. — Estou sem fome. — Como ficar em meio aos papéis não dá fome? Vamos. É minha convidada — Tinha que admitir que estava morrendo de fome e que aquele convite era mais do que bem vindo. Eleonora acabou por leva-la em um Bistrô a poucos quarteirões da empresa. Observava o ambiente sofisticado, imaginando quando poderia levar Ida ali, tímida escolhe o prato mais barato do cardápio e de acompanhamento Eleonora escolhe vinho tinto branco. —Signora, posso fazer uma pergunta? – pergunta, quando às refeições chegam. —Chiaro – Eleonora coloca o guardanapo no colo. —Quem é Ariella Santoro? – Eleonora ergue às sobrancelhas mastigando. —Ariella...— limpa os cantos da boca com o guardanapo – É a caçula do empresário Riccardo Santoro. Já faz algum tempo que, quer oficializar o noivado com Matteo. Com o termino do almoço Beatrice volta para a empresa sozinha, na intenção de terminar o que Matteo começou. Uma hora depois é a vez de Matteo voltar para a empresa de mau humor. Praticamente se encolhe quando ele bate a porta tirando o paletó. — Terminou o que mandei? — pergunta, sentando em frente ao computador. — Sì. — Quando será a reunião com Warren? — Beatrice abre a agenda. — Amanhã, signor. No almoço. — Irá comigo e Eleonora. Não tinha nenhuma roupa boa que pudesse usar na ocasião, como iria para aquele almoço? — Signor, eu... — Tem algum problema? — Matteo a fita com os olhos felinos. Nega automaticamente. — No, signor. Acaba por ser uma das últimas funcionárias que deixa o último andar. Sentia seu cérebro cansado e faminta mas, feliz por estar trabalhando. No caminho para casa quis ir ver Ida, só que o cansaço era tanto que preferiu ir para casa. Passa por algumas crianças antes de chegar em casa, sorrindo para ambas. Porém, assim que abre a porta é surpreendida por um puxão de cabelo e o impacto da parede contra seu rosto. Seu corpo tomba, a bolsa caindo a poucos metros dela. — Eu disse que se não trouxesse comida para casa, pagaria caro — diz Dominic. — Não tenho dinheiro! — rebate sentindo uma dor latejante na cabeça ao levantar. — Está mentindo para mim! — Ele desfere um tapa contra o rosto dela. Beatrice sente sangue escorrer pelo canto de sua boca. —...Não estou mentindo... — Beatrice?!! — Celly chama, batendo com força na porta. Dominic olha para a porta enfurecido – Beatrice, sei que está aí. Ele abre a porta um pouco encontrando a velha senhora. — O que quer? — Cadê a ragazza? — Está ocupada agora. Não pode falar — Celly empurra a porta adentrando na casa, lágrimas quentes molhava os olhos de Beatrice. — Oh, ragazza! — Ela murmura, se agachando em sua frente — O que fez com ela?! — grita para Dominic. — Nada que seja da sua conta, sua velha – Ele vocifera. — Ida não gostará de saber o que está fazendo com ela — ameaça. — Se é que ela vai sair daquele hospital um dia — Dominic sai de casa batendo a porta, enquanto ascendia um cigarro. — Venha, ragazza. Levante — Beatrice levanta com às pernas tremendo — Hoje dormirá na minha casa, sì? — Não quero incomodar – sussurra. — Vou ficar menos preocupada se for, ragazza . Naquele momento se sentia patética. Fraca. Deixava que Dominic a agredisse, parecia uma boneca de pano nas mãos dele, onde fazia o que bem entendia. Após pegar seus produtos de higiene, pijama e algumas roupas, deixa a casa com Celly. Alguns vizinhos a olhavam de suas janelas, se perguntando onde estava Ida ou até mesmo o por quê que Beatrice não deixava aquela casa. Entra na casa de Celly com os dois gatos vindo roçar em suas pernas, dando ás boas vindas. Era um ambiente decorado com peças antigas de porcelana e quadros mais antigos ainda. Celly devia este fazendo chá, pois a chaleira apitava na cozinha. Por um instante se sentiu como se estivesse em casa. Ida preparando o jantar e Dominic bem longe dela, só que a realidade não era mais essa.
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