Persefone narrando Acordo com a luz da manhã filtrando pela cortina do quarto do hotel, e o silêncio ao meu redor é quase opressor. Levanto-me lentamente, ainda envolta em uma névoa de cansaço e confusão. Meus olhos caem sobre a mesa ao lado da cama, onde um bolinho de notas de cem reais repousa. Pego o dinheiro, conto os papéis, e o total chega a cerca de 600 reais. Não é nem perto do suficiente para quitar minha dívida, mas é um começo. Ao lado do dinheiro, há um número de celular anotado com um nome. Sinto uma leve esperança, misturada com uma pontada de ansiedade. Respiro fundo, tentando reunir forças, e me arrumo. Saio do hotel, subo o morro com um passo decidido, embora a ansiedade me acompanhe. Ao entrar no meu quartinho, sou imediatamente confrontada por Olivia. — Persefone — el

