Persefone narrando — Não precisa se preocupar — eu digo, tentando me mostrar firme, apesar do pânico que está começando a tomar conta de mim. — Eu posso ir para casa sozinha. — Você vai comigo! — A voz de Atibaia é rouca e firme, cortante como uma faca. — Entra na porcaria do carro e não quero ouvir mais uma palavra. O medo se instala profundo em meu peito enquanto eu entro no carro. Atibaia começa a dirigir a toda velocidade, como se estivesse em uma corrida desesperada, e eu sinto a adrenalina aumentar a cada curva fechada e freadas bruscas. A sensação de que ele poderia, a qualquer momento, perder o controle ou decidir acabar com tudo é esmagadora. Meu estômago se revira, e a cada aceleração eu me pergunto se ele está apenas me levando para casa ou se algo muito pior está prestes a a

