Amélie ficou ali, imóvel, enquanto Henrique se afastava pelo jardim. O vento leve agitava as pétalas das rosas, e ainda assim ela sentia como se estivesse presa em um instante que não sabia decifrar. Ela levou a mão à testa, onde o beijo dele ainda parecia pulsar quente, delicado, íntimo demais para ser casual… mas distante demais para ser o que o coração dela queria. “Por que ele faz isso comigo…?” A pergunta ecoou dentro dela, cheia de frustração e desejo reprimido. Durante aquela semana inteira, ela tinha se convencido de que ele a achava f**a. Que o silêncio dele era rejeição ao seu corpo talvez.Que aquele olhar sério que ele sempre carregava era só uma forma educada de mantê-la longe. E agora… agora ele a olhava como se fosse feita de algo precioso. Quando ele apareceu no jardim

