Capítulo 32. O doce gosto de Amélie

685 Palavras

O vento frio da noite varria o jardim da mansão, fazendo dançar as chamas tímidas das lamparinas presas nos muros de pedra.Amélie havia fugido da cozinha, sem forças para conter as lágrimas.As mãos ainda tremiam podia sentir o calor do vexame queimando-lhe o rosto. Encontrou abrigo atrás da estufa de flores, onde o perfume das rosas abafava o gosto amargo da humilhação.Ali, longe dos risos e das vozes do salão, ela desabou.Ajoelhou-se na terra úmida, escondendo o rosto entre os braços. “Por que ela me odeia tanto?.murmurou entre soluços. As lágrimas caíam em silêncio, misturando-se à terra. Ela lembrava-se do olhar de Francesca, gelado, e das risadas contidas dos convidados.Mas o que mais doía era o olhar de Estefano aquele instante em que ela percebeu a raiva e a dor dele antes de vi

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