Alguns dias depois, a mansão Cestáro estava tomada por um clima tranquilo. O almoço seguia sereno, com Nora organizando a mesa enquanto Henrique e Amélie conversavam sobre coisas simples o jardim, as flores que haviam brotado apesar do frio, os próximos compromissos sociais. Então o céu escureceu de repente. A chuva começou fina, mas em poucos minutos transformou-se em uma tempestade pesada, quase violenta. O som da água batendo nas janelas tomou a casa inteira. Amélie se levantou devagar e caminhou até uma das grandes janelas da sala. Ficou ali, observando as gotas escorrerem pelo vidro, hipnotizada pela força da chuva… até que algo chamou sua atenção. Um vulto no chão. Ela franziu a testa, aproximou-se mais do vidro e sentiu o coração falhar por um segundo. — Henrique… — chamou, a

