Eles atravessaram o jardim em silêncio. Henrique mantinha a mão dela firme, quase como se temesse que, se soltasse, Amélie escaparia ou visse algo que não deveria. Ao entrarem na mansão, o ambiente fresco contrastava com o calor lá fora, mas Amélie sentia que o verdadeiro frio vinha do comportamento estranho de Henrique. Ela parou no meio do hall de entrada, puxando a mão de volta com delicadeza. — Henrique… por que você me chamou? — perguntou com a voz suave, mas firme. — Do jeito que você fez… parecia urgente. Henrique congelou por um segundo. Os olhos dele não fugiram dos dela, mas ficou claro que procurava uma resposta rápida, convincente, que desviasse o assunto. Então ele respirou fundo e sorriu um sorriso pequeno, forçado no começo, mas que tentava se encaixar no seu jeito sempr

