CAPÍTULO 165 EDUARDA NARRANDO A boca dele colada no meu pescoço, a respiração quente, as mãos dele firmes me segurando como se eu fosse dele… e eu era. Ali, naquele momento, eu era inteira dele. Mas quando senti a mão dele deslizar ainda mais… por dentro da minha coxa, por debaixo da barra do vestido… meu corpo todo acendeu, mas meu juízo gritou. — Sombra… para com isso — falei baixinho no ouvido dele, tentando soar firme, mas a voz saiu trêmula, mais carregada de desejo do que de protesto. — Alguém pode ver… Ele riu. Aquela risada baixa, carregada de malícia e confiança. Desgraçado, sabia o efeito que causava. — Ninguém tá vendo nada, amor… — ele murmurou, roçando os lábios na minha orelha. — Aqui tá escuro… e só tu tá brilhando. A mão dele continuou ali, firme, quente, traçando

