CAPÍTULO 168 PAULA NARRANDO Entrei atrás dele com o coração disparado. A casa era simples, com cara de lar. Cheiro dele no ar, tudo no lugar… ou quase. Mas nada daquilo me incomodava. Eu só queria estar ali. Com ele. Ele trancou a porta, tirou o boné e me olhou por cima do ombro, com aquele sorriso de canto que me desmontava desde sempre. — Quer beber uma cervejinha pra relaxar? Assenti com um sorriso tímido. — Quero, sim… Ele foi até a geladeira, abriu e pegou duas latinhas. Enquanto isso, me sentei no sofá, tentando controlar a tremedeira nas mãos. Era estranho me sentir assim… tão nervosa. Mas ao mesmo tempo tão certa. Ele voltou, sentou do meu lado e me entregou a lata já aberta, com o olhar fixo nos meus olhos. — Tá nervosa por quê, hein? — perguntou baixinho, antes de dar

