CAPÍTULO 167 PAULA NARRANDO O beijo dele ainda queimava na minha boca. Aquela mistura de saudade, raiva e desejo que tava entalada em mim há semanas… veio tudo à tona naquele beijo. Não dava pra negar. Não dava pra fingir. Não dava pra fugir mais. Quando ele segurou minha cintura daquele jeito, colando meu corpo no dele, beijando meu pescoço com calma, com vontade… eu quase desabei. Era o Maconha, né? Aquele mesmo que eu tentei tirar da cabeça, mas que morava em cada parte do meu corpo. No meu cheiro. No meu gosto. No meu querer. — Tu ainda é o meu vício, sabia? — ele sussurrou no meu pescoço, e eu senti o arrepio subir pelas costas feito corrente elétrica. Segurei o braço dele com força, tentando me manter firme, mas já era. Eu já tava entregue. — Não fala assim… tu sabe que me de

