42- DUDA

1152 Palavras

CAPÍTULO 42 EDUARDA NARRANDO Eu sentei no sofá com o corpo quente de raiva e o coração batendo no mesmo ritmo da indignação. Cruzar os braços foi minha forma de dizer: “a conversa acabou”. Mas por dentro? Por dentro eu tava fervendo. Ele achava mesmo que tava certo? Achava que me prender aqui era cuidado? Que me proibir de sair, de respirar, era proteção? Respirei fundo e virei o rosto pro lado, tentando engolir o orgulho, mas minha cabeça tava um turbilhão. E quando ele soltou aquele “também não pedi perdão”, eu fechei os olhos com força, pra não levantar de novo e voar no pescoço dele. Porque era isso que ele fazia. Me tirava do eixo. Me deixava perdida entre o ódio e a vontade louca de entender esse homem. Fiquei ali um tempo, em silêncio. Ele também. O barulho do ventilador gir

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