41- SOMBRA

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CAPÍTULO 41 SOMBRA NARRANDO Saí do barraco do Kelvin no silêncio que me acompanhava desde sempre. O som das rodas da cadeira cortando o chão batido ecoava entre os becos, mas o que gritava mesmo era a lembrança no olhar da Milena. Ela tava destruída. E com razão. Eu também estaria no lugar dela. Mas fiz o que tinha que fazer. Não vim pedir bênção, vim dar a visão. Mostrar que eu não tô brincando com a irmã dela. Que ali tem respeito. Que ali tem proteção. E que quem mexer com a Eduarda… vai conhecer o lado do Sombra que ficou vivo mesmo quando o corpo já não responde. O motorista abriu a porta do carro blindado e eu entrei devagar, ajeitando a perna sem força com a mão, como já era de costume. — Tudo certo, chefe? — ele perguntou, ligando o motor. Assenti com a cabeça, sem tirar os

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