Capitulo VI

2514 Palavras
Ani Guerra Dias passaram diante dos meus olhos, duas semanas, as noticias da empresa Albartelli em casos que ganharam, compras bem sucedidas de imóveis, não engrandecia aos meus olhos. Olhando para os e-mail que chegava estava na hora de me decidir, ao ouvir o barulho da porta tarde a noite, sorri fraco, os passos não era audiveis, mas sei que é eles, Indinara e Elton, ainda saem juntos, transam e dormem juntos dia após dia, não sei onde isso vai dá, mas eles estão indo tão depressa. Algumas notificações chegam ao meu celular, apesar de não me envolver mais com Marcos, ainda não o esqueci, ele manda mensagens uma vez ou outra. — Cadê você? — Me faz ri disto, sei que é um homem tão cafajeste, foi pra um tipo desses que me entreguei, amei loucamente. — Oi posso te ver? — Não, ele não pode, apesar do meu coração querer dizer sim, apenas leio, e apago. Ouço as risadas do casal que mais uma vez parecem estar embrigados, pelo jeito perdi a minha parceira de festa, massageio a minha nuca, pego os fones, coloco nas orelhas, deito na cama, com o celular em músicas para pensar, até escutar a minha porta ser aberta, fecho os olhos, porque sei que ela vai pensar que vai me incomodar, mas não vai. — Ani — Me chama baixo, devagar, finjo não ouvir, continuou de olhos fechados. Lhe vejo desligar a tela do computador, sinto os seus lábios me dando um beijo na minha testa. — Te amo vida! — Me diz, ela foi o que me restou de todo este caôs, sempre esteve aqui, não posso limitar a sua felicidade. Ouço quando sai do quarto, e de lá fora não controlo seus passos, movimentos, ambos são safados e parecem se entender, adormeço escutando a música, quando acordo já é manhã, olho para os e-mail, eu digo pra mim que não iria, mas sim, apenas um sinal, eu iria correndo para a Albartelly. Preparo o café da manhã. — Bom dia! — Me assusto com a voz de homem em casa, viro a cabeça em sua direção ainda trêmula. — Bom dia Elton. — Corro pra o quarto, lhe ouvindo ri, tiro o pijama curto, me bato na cabeça como pude esquecer que ele veio ontem? Coloco um vestido, visto a calcinha as pressas. Volto a cozinha com um sorriso na boca, até ver Indinara aos beijos com Elton, sigo indo até a pia, começo a preparar o shake, essa coisa de beijo, e melação da uma vontade. — Te vejo na empresa ? — Ele pergunta, ela vem pra mim, apenas desvio dos seus braços abertos que tenta me cercar. — Opa, me beijar com a boca que acabou de sair dele, não. — Ambos riem. —ciumenta, você é muito ciumenta, claro Elton, amiga exageramos um pouco ontem. — Prende os lábios ao olhar a minha cara, ela esta me ajudando com as contas. — Estava com sono pesado, exausta da leitura não ouvir nada. — Sorri ao me ouvir, ambos se olha, noto mais uma vez que ela esta apaixonada, tenho medo disso, paixão. — Ani porque não aceitou a proposta... — O meu celular toca em algum lugar, olho pra ele com o dedo em minha direção, Indinara ainda por dizer. — Você é um anjo de um metro e cinquenta — Atiro o pano de prato em sua direção. — Não importa o seu tamanho, né? — Indinara me olha com o meu celular na mão, sei que ela esta me julgando por negar a RF credora, imagina se soubesse das outras. — Não vai atender amiga? — Olho pra o número sem identificação na tela, n**o, recebo ligações estranhas todos os dias. — Eu vou! — Diz animada, louca pra que seja mais uma proposta de emprego. — Alô. — Continuou a fazer o meu mixer de aveia, banana, morango, até que me olha. — Senhora... senhora Simone Gutieres Sampaio? Advogada do grupo Albartelli? — Elton franzi o cenho ao lhe ouvir, pega o celular das suas mãos, a minha treme, é ela. Me pergunto, até que ele atende. — Alô Simone sou eu Elton Ribeiro, o que houve? Porque esta ligando pra a minha amiga? — Pergunta, meu coração esta acelerado em mil velocidades, é a minha fraqueza são as emoções. — Ah entrevista, pontuação boa? Ah é? — Erguer uma das sobrancelhas pra mim, me olhando. — Tudo bem neste caso, Ani. — Me estende o celular, eu n**o, olho dele pra Indinara, ele apenas me dá legal, diz entre dentes,dispacha, é o capeta. — Amiga, vamos é sua vez. — Indinara me encoraja, por que sabe que não é pela Albartelli que tenho medo, me empurra o celular no peito. — Vai Ani. — Engulo a seco a saliva em minha boca. — Alô. — A voz sai trêmula, as lágrimas vem. — Ania Guerra é você? — Suspiro olhando para Indinara, Elton não entende nada,mas me incentiva a recusar, afirmo segurando as lágrimas, é assim a sua voz? — Sim, com ela mesmo que esta falando. — É a primeira vez que ouço a sua voz, desde que adquiri razão direcionada a mim, as lágrimas desce. — Entre os candidatos selecionados, percebo que a senhorita alcançou uma boa pontuação, esta disponível pra falar? — Minha pontuação na faculdade não é boa, é ótima segundo os mestres. — Sim. — O que me encoraja é a sua maneira de me diminuir, quero olhar em seu rosto, ao vivo, ouvir a sua voz, estar perto dela nem que seja apenas uma vez na vida. — Então esteja na Albartelli construções, venha até o escritório de advocacia, em uma hora, não toleramos atrasos. — Engulo em seco, na cozinha não sai um som se quer, olho para Indinara que me olha de olhos arregalados, limpando as minhas lágrimas, a minha frente. — Sim doutora. — Desligamos ao mesmo tempo. — Então? — As lágrimas vem inundando o meu rosto. — Gente isso tudo é por uma entrevista? —Elton pergunta. — Amiga vai me diz? Como foi? — Corro pra o quarto aos prantos, foi a primeira vez que escutei a sua voz falando comigo, depois de anos tentando falar, encontra-la, assistir as suas palestras, Simone Gutierres é inacessível pra mim, o que ela faria se soubesse quem sou? Como a sua carreira brilhante me influenciou? — Ani amiga, estou aqui. — Ouço a sua voz, me encolho na cama aos prantos, até me lembrar de Elton e sua expressão de espato. Levanto limpo as lágrimas, percebendo que um deslize, tudo se perde. — Estou bem Indi, estou vendo uma roupa pra ir. — Minto, mas continuo de pé, pego a fotografia do meu pai, olho em seus olhos negros ternos, com amor e carinho o meu pai me criou, me amou até o fim. Beijo a sua foto. — Parece que hoje vou conhecer ela pai. — Sorrio pra a foto, olho para o guarda-roupas, blazer pra o primeiro dia, seria pra causar uma boa impressão na aparência, não quero isto, quero ganhar pela minha capacidade intelectual, não por aparência. Pego uma calça azul em oxford refinado, blusa social de botões branca, salto preto, me visto diante ao espelho, faço a maquiagem delicada,sem exageros para uma apresentação, penteio os cabelos de lado, prendo por completo. — Indi? — Chamo lhe vendo arrumada pra o trabalho. —E? — Me olha de baixo a cima. — Esta bem? — Afirmo com um sorriso nos lábios , batom rosé. — Porque não coloca o blazer azul amiga? Suspiro fundo, mas o pego mesmo assim, perfume com recato, lhe olho mais uma vez. — Nada de aparecer na frente do Elton assim. — Arqueeio a sobrancelha ao ver o seu dedo me dando ordens, sorri no fim. — Parece que o senhor cafa saiu da lista. — Sorriu largo, estalando dois dos dedos. — Oh querida na primeira noite, primeiro que ele se interessou por você, e segundo que como sua irmã mais velha meu dever é lhe casar bem. Lhe dei lingua, entramos no carro vermelho, Roberval mais uma vez, desta é diferente, irei olhar para os olhos dela, conhecer um pouco o seu mundo. — Nada de lace essa vez? — Me olho no espelho no engarrafamento do trânsito, as mãos estão geladas trêmulas. — Acha que tem necesidade? — n**a a meu lado, segura a minha mão. — Não Ani, nada parecido com ela, você é linda, nada haver com aquela bruxa! — Exclama em desabafo. Ainda assim tenho medo, a medida que o trânsito desengarrafa, andamos, chegamos ao edíficio Albarttelli. — Penso que não há nada aqui que você não conheça, mas ainda assim, faremos o meu tour, quero te apresentar a todo mundo, a minha maninha do direito. — Como disse fez, me apresentou a várias pessoas de setores diferentes, até que chegamos ao terceiro andar, de cara vejo o nome Simone Antonella Gutieerez Medeiros na placa de pé, advocacia. — Quer que eu entre com você? — n**o, beija a minha mão, beijo a sua, estou com medo, morrendo por dentro, caminho até a sala com o crachá nas mãos. — Senhorita? — Olho para o a recepcionita. — A senhorita é Ania Guerra? — Afirmo com a pergunta, vejo Indinara logo atrás gesticulado com força nas mãos. Não importa o meu erro, ela sempre vai me apoiar, mesmo dizendo pra fazer diferente, sorrio em afirmação. — A doutora Simone esta numa reunião com o senhor Albartelli, caso queira sentar para esperar,fique a vontade. — Sento-me no assento indicado por duas, três, quatro horas, sei que ela não é fácil, eu sabia que não seria,mas insistir, meus amigos me dizeram coisas terriveis. — Não Simone, veja primeiro essa questão. — Quando meu coração se acalma ouço vozes após o parar do elevador, fico nervosa ao ouvir o seu nome, imaginar os passos dados por ela. — Esta bem Enri, é rápido, só irei pegar na minha sala. — Ao caminhar lhe vejo, uma mulher alta, saltos pretos mesmo modelo que os meus, as pernas compridas brancas, corpo não magro, e nem gordo, a saia azul royal com f***a na lateral um botão, blusa branca social, o dorso a mostra, o rosto oval, com alguns olheiras, a pele lisa, sem manchas, algumas riscos de leve da pele, ao olhar em seus olhos negros, me encara de baixo a cima, ela esta me varrendo, mordo meu lábio ao olha-la, meu coração não sabe contar as velocidade que esta batendo, sinto que entrarei em colapso, meu sangue ferve, o cabelo curto liso, n***o, deixando as orelhas a mostra, passa a mão esquerda escondendo uma mecha atrás da orelha, engulo a saliva até que seus olhos encontram os meus. — Você é? — Os lábios finos com batom nude, queixo fino. — Ania Guerra, graduanda em direito pela UFRJ. Ergue milimetricamente os lábios, não é um sorriso. — A candida a assistente? — Não era bem isso, mas sim. — Sim, senhora. —Não desvio meus olhos dos dela, que me encaram. — Lhe convoquei para uma experiência, me disse que preciso de um assistente, pois aqui uma. — Ele veio até nós duas, o olhei e as imagens que esqueci a poucos dias, vieram em cheio, aumentando o meu nervosismo. — Olá tudo bem? Simone vamos a pasta — n**o desesperadamente. — Se me disser qual pasta, posso pegar a pasta se a doutora assim permitir. — Aperta os dedos ao me ouvir, ao me olhar novamente, sorrio fraco. — Ah olha lá tem iniciativa, vá ate a minha sala pegue uma pasta com o nome contrato voylates Ariadne. — Abaixo a cabeça indo em direção a sua sala, ela pronunciou meu nome errado. — Com licença senhores. Me retiro trêmula sob os seus olhares, entro na sala de cara com uma sala fria, branca, prateleiras, há porta retrato dela com dois rapazes, engulo em seco, um rapaz tem olhos azuis o outro esta de óculos, ela sorrindo amplamente, finalmente encontro ar para respirar, expiro e inspiro enquanto procuro a pasta. — Esta feliz? — Me pergunto entre as pastas, ao ler o nome voylates, confiro se é contrato, graças a Deus é, mas já? Pressa e precisão, pressa e precisão, abro a porta a tremer por inteira, não os olhos. —Não, em menos de quinze dias. — Eles ainda conversam, lhe entrego a pasta, ela olha, e me olha, olha e me olha, parece que não se lembra de mim isso é bom. — Bem, aqui esta. — É apenas uma pasta, o que ela queria? Que eu não soubesse o que é uma pasta. Ela o olha seriamente enquanto ler, conferindo. — Perfeito. — O vejo bater a pasta na mão, ao dizer. Me pergunto, vejo a mulher caminhar a minha frente como se desfilasse, saia azul, pernas compridas, blusa branca, fico feliz só por parece um pouco com o seu gosto, os sapatos são parecidos. — Suas atribuições iniciais Ariadne é ler contratos, recebe-los, fazer a minha comunicação com todos na empresa, você chega antes de mim, sai depois de mim, fala com todos no telefone, exceto com os meus filhos, estes eu mesmo falarei, marcar meus horários... — Gente alguém avisa que sou uma futura advogada e não secretária. — ... quero que você leia estes casos aqui, amanhã quero que me explique todos eles, no primeiro momento livre, preciso saber como esta a sua formação, esta em que período? Ela não leu o meu curriculo? Não, certamente não. — Sétimo doutora Gutierres. — Respondo de pé a sua frente, a pilha de casos só crescem. — Otimo, então não terá problemas, com a recepcionista que a recebeu você pegar todos que precisa saber, todos os meus dados, restaurante que almoço, a minha atual dieta. — Olhei para ela, cabelos negros curto, rosto oval, orelhas a mostra com pequenos brincos nas orelhas, em torno dos seus quarenta para os trinta e poucos anos, a pele clara, alguns sinais de uso estético, será ela mesmo? Porque não sinto nada além de nervoso? Vejo a lista de atividades crescer, pego a caderneta para anotar, durante o meu primeiro dia apenas andei fazendo tarefas, ela saiu para almoçar as quinze pra as dozes, fiquei sozinha no escritório, comendo uma maça enquanto leio a porta é aberta. —Simone a ...— Ergo a cabeça ao ouvi-lo. — Senhor Enri — O cumprimento de pé de boca cheia, a minha camisa desabotada em três botões branca,enquanto a dele bem fechada ainda assim revela seus musculos, a calça preta, a gravata bem presa ao nó. Os olhos verdes para em mim seguida, me fazendo engoli os pedaços de maça rápido. — Posso ajuda-lo em algo? —Me olha como se fosse um mero vaso na sala. — A Simone onde esta? Simone? — Fala o último mais alto — Ela saiu, esta no horário de almoço. — Apenas sai com a cara nos papéis, deixando a porta aberta.
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