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1203 Palavras

— Tudo bem. Apenas vou limpar esse machucado nas suas mãos — eu disse, me levantando e indo até o pequeno armário para pegar antisséptico, gaze e uma atadura. Percebi que ele me acompanhava com o olhar enquanto eu me movia pelo consultório. Cheguei perto dele, peguei suas mãos e comecei a aplicar o antisséptico, meus dedos trabalhando com profissionalismo. Ele me observava meticulosamente, sem desviar o olhar. — Ele teve o que mereceu — Átila falou baixo, sua voz casual. Não precisei de muito para entender. Ele estava falando do detento que eu acabara de operar. Olhei para ele, buscando compreender a lógica por trás de suas palavras. Na minha percepção, ninguém merecia ser machucado daquela forma com uma barra de ferro. — Átila, o que faz uma pessoa merecer isso? — o questionei, fixando

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