Ao chegarmos à pequena sala cirúrgica do presídio, a cena era tensa, mas controlada.A porta da pequena sala cirúrgica se abriu bruscamente, e o detento foi rapidamente transferido da maca de transporte para a mesa de cirurgia. Ele gemia de dor, um som rouco e contínuo que ecoava no ambiente tenso. A palidez de seu rosto era alarmante, e a camisa do uniforme já estava encharcada de sangue, formando uma poça escura sob seu corpo. O ferro retorcido, cravado em seu abdômen, era uma imagem chocante, brutal. Por um breve instante, um onda de desespero me invadiu. A visão daquele sofrimento cru, a urgência da situação, tudo parecia avassalador. Meu coração acelerou, e senti um nó se formar na garganta. Mas a profissional em mim gritou mais alto. Controle, Marcela. Controle. Respirei fundo, força

