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1103 Palavras

Meus passos firmes me levaram diretamente à recepção da área de saúde. Ali, uma bancada alta e um armário com escaninhos me aguardavam. Tirei minha bolsa do ombro, sentindo seu peso habitual, e a coloquei no escaninho que me foi designado. Em seguida, com um gesto quase ritualístico, retirei o anel de noivado do meu dedo. O ouro branco e o brilho discreto do diamante cintilavam sob a luz fria do ambiente antes de desaparecerem dentro da bolsa. Não havia espaço para símbolos de promessas pessoais ali. Era uma despedida silenciosa da Marcela com problemas pessoais. A noiva, a amiga, a mulher dividida ficava trancada naquele armário junto com minhas coisas. O que restava era apenas a Doutora Marcela. A transição era completa, visceral. Meu uniforme impecável, meu crachá de identificação e a

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