ANA O dia estava cinzento quando Beatriz parou o carro em frente ao hospital. A chuva fina caía, salpicando o para-brisa e criando um cenário melancólico. Eu olhei para o prédio do hospital e respirei fundo antes de abrir a porta do carro. — Obrigada, Beatriz. Você realmente não precisava fazer isso. — Minha voz soou fraca, mas eu estava grata pela amiga ter me dado carona até o trabalho. Beatriz sorriu com gentileza e colocou a mão no meu ombro. — Claro, Ana. Estou aqui para te apoiar. Se precisar de algo, é só me ligar. — Seus olhos expressavam preocupação genuína. Eu acenei com a cabeça, sentindo-me emocionada com a amizade e apoio de Beatriz. Saber que alguém estava ao meu lado nesses momentos difíceis fazia uma diferença imensa. Enquanto ela se afastava no carro, eu me encaminh

