EDUARDO Laura entrou em minha sala com uma expressão séria e preocupada. Seus passos eram decididos, o que me fez perceber que as notícias não eram boas. — Eduardo, tenho as informações sobre a pessoa que estava te seguindo ontem. A placa do carro que você me passou pertence a uma mulher, a senhora Cornor, esposa do funcionário que faleceu há quinze dias. — Laura olhou diretamente nos meus olhos, e eu pude ver a preocupação refletida ali. Senhora Cornor. O nome ecoou na minha mente, trazendo à tona as lembranças das inúmeras ligações e mensagens que ela havia deixado, culpando-me pela morte de seu marido. — Era... ela mesmo que estava me seguindo? — minha voz saiu trêmula, e eu senti um nó no estômago. Laura assentiu lentamente. — Parece que sim, Eduardo. Eu encontrei informações que

