ANA Após a conversa com Beatriz, ela me conduziu por um longo corredor em direção ao banheiro. A atmosfera no abrigo parecia calma e acolhedora, mas eu não conseguia me livrar do peso em meu peito. Ainda estava apavorada com os acontecimentos recentes, mas Beatriz parecia ser a única pessoa em quem eu podia confiar naquele momento. Ela me mostrou o caminho até o banheiro e, assim que entrei, percebi o eco vazio das instalações. Era um lugar modesto, mas comparado com o que eu estava acostumada, parecia um refúgio seguro. Enquanto caminhava pelo banheiro, pude ouvir soluços vindo de um dos box. Curiosa e preocupada com a mulher que estava chorando, me aproximei devagar. Quando me deparei com a cena, meu coração se apertou. Uma mulher, com olhos inchados de tanto chorar, estava sentada na

