ANA Minha mente estava em turbilhão após o constrangedor encontro com Eduardo. Corri pelo corredor, meu coração batendo descompassado. Eu não conseguia entender por que ele tinha feito aquilo, e por que eu mesma tinha permitido que ele se aproximasse de mim. Enquanto tentava recuperar o fôlego, apertei o copo de vidro vazio em minha mão, minha única lembrança daquela noite confusa. Foi então que trombei de frente com Percival, o mordomo. — Ana, está tudo bem? — ele perguntou, seus olhos perspicazes me avaliando atentamente. Engoli em seco, tentando disfarçar minha agitação. — Sim, claro, tudo está bem — respondi com um sorriso forçado. Era melhor não compartilhar detalhes daquela situação embaraçosa com ele. Percival assentiu, mas seus olhos pareciam desconfiados. Ele era um homem ob

