EDUARDO Eu encarei o mordomo, meus olhos repletos de raiva e frustração. Ele segurava meus exames nas mãos, o olhar carregado de preocupação. — Você está pensando o que em ler o que não deve? — indaguei friamente, arrancando os exames das mãos do homem — Não tem esse direito e não foi contratado para isso. Ele tentou argumentar, sua voz soando genuinamente preocupada. —Me preocupo com o senhor, sabe que pode contar comigo — disse, mas minhas palavras saíram amargas e cortantes. — Não preciso de pena — minha voz refletia o amargor que eu sentia naquele momento — Não quero esses olhares em cima de mim. O mordomo tentou se explicar, mencionando o que ele considerava ser a semelhança entre mim e alguém que ele deve ter conhecido, mas eu não estava disposto a ouvir. Minha fraqueza me inco

