ANA Após o enterro, retornei à solidão da minha casa. Cada passo era como carregar o peso da perda de Jhon. Minha mãe estava ao meu lado, segurando a minha mão, e aquela simples presença já era um consolo em meio à minha dor. Não sei o que faria sem ela. Estava arrasada, minha mente vagava sem rumo. Caminhei em direção ao quarto, arrastando meus pés pelo chão, sentindo a tristeza me consumir. O silêncio era ensurdecedor, e a única coisa que conseguia ouvir eram os soluços que tentava conter. — Ana, você precisa comer algo, mesmo que seja só um pouco. Vou ao mercado buscar alguma coisa para preparar para você. — A voz suave da minha mãe tentava me confortar. — Não precisa se preocupar, mãe. Não estou com fome. — Respondi com um fio de voz, tentando manter a compostura. — Vou ao mercado

