CAPÍTULO 12 — ENTRE O CORRE E A CONFUSÃO Três e quinze da madrugada. A neblina descia pelas encostas do morro, misturada com cheiro de esgoto a céu aberto e resto de cerveja do baile. O baile tinha acabado de minguar, mas a favela nunca dormia. Leão tava na mureta da biqueira principal, fuzil cruzado no peito, quando o celular vibrou. Rafael: — Traz a costureira. Agora. Leão: — Agora? Três da manhã? Rafael: — Agora. A irmã dela fez barraco no meu baile, foi arrastada, e amanhã a Vila Nova sobe aqui pra cobrar Se eu não tirar a Lari de casa hoje, levam as duas. Vai lá. Leão desceu com dois vapor até a casa da Dona Lúcia. Bateu na porta. Dona Lúcia abriu de camisola, assustada. Dona Lúcia: — Leão? O que houve? Leão: — Patrão mandou buscar a Larissa. Pra proteger. Vila Nova vai vir

