Luto é daqueles que pesa no peito. Bruna sobreviveu… mas acorda num mundo onde amor virou crime, e lealdade virou sentença. O morro tá em silêncio, mas é aquele silêncio que grita. E R.P.? Ninguém sabe. Ninguém viu. Só o mar carrega esse segredo. 08h44 – Hospital Central do Rio Bruna abre os olhos. Luz forte. Cheiro de éter. Dor no ombro. Tentam levantar, mas o braço não responde. Uma voz firme ao lado: — "Bruna Almeida. Você está sob custódia da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro." Ela vira o rosto. Dois PMs armados. E o pai dela… de farda. Olhar de pedra. — "Você tá presa, filha." 06h00 – Morro do Vidigal Cabelo acende um cigarro. Olha o alto da favela. A viela tá parada… mas os olhares dizem tudo. — O patrão sumiu. A mina tá presa. E tão achando que o morro tá s

