Fugindo do inimigo

2086 Palavras

20h30 – Niterói, Bairro de São Francisco A noite tá pesada. Chove fino, e o céu parece mais baixo do que nunca. Bruna, de touca e moletom, desce de um táxi. Tira o celular, olha a localização. Praça da Baleia – 400 metros. Ela respira fundo, coração acelerado. Na mochila: uma muda de roupa, R$200 e coragem. A tornozeleira? Ficou presa num gato de bronze, na varanda de Copacabana. 21h00 – Praça da Baleia A praça tá quase vazia. Um senhor joga milho pros pombos, mesmo à noite. Duas mulheres correm sob a garoa. E um cara de capuz, parado num banco. Bruna para de andar. Olha. Treme. É ele? Ela dá um passo. E outro. O coração quase grita. Até que a voz dela sai, baixa: — "Rodriguinho…?" O homem vira o rosto. Não é ele. Ela sente o chão sumir. As mãos tremem. De repent

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