Capítulo 14: como um só.

2601 Palavras
Narrado por Julian. Eu m*l havia tirado a minha jaqueta e fechado a porta do meu quarto quando eu ouvi o meu celular apitar no meu bolso com uma mensagem de Romeo. Romeo - 21:23PM Sinto que a única maneira de começar essa conversa é perguntando como Tyler está... =/ Eu me joguei para trás na minha cama assim que eu comecei a ler, sentindo-me ligeiramente culpado antes de responder. Julian - 21:27PM Eu não sei ao certo. Todos foram para o hospital com ele, não julguei certo eu fazer o mesmo, então eu vim para casa sozinho. Romeo - 21:29PM ...sozinho? Julian - 21:30PM Sim. Nate desapareceu com Julia e Rosalia está no hospital com os meus pais. Romeo - 21:32PM Bom, eu não quero te impressionar nem nada, mas eu estou bem sujo de lama e sangue agora. rs Julian - 21:34PM Ah, garoto... e o que você vai fazer em relação a isso? ^^ Romeo - 21:37PM Eu estava esperando que você pudesse ter alguma uma sugestão? Eu podia sentir o meu coração começando a bater mais forte no meu peito. Romeo queria vir para a minha casa, mas ele também queria ter certeza de que eu estava de bem com isso; tinha que ser eu a convidá-lo. De qualquer forma, eu sabia que se ele viesse para cá, nós não iríamos parar apenas em beijos como o que tivemos antes quando eu o encontrei escondido atrás do vestiário dos Montéquios. Isso iria além... muito mais além. E talvez eu queria. Julian - 21:45PM Você precisa ver o quão espaçoso é o meu chuveiro. E sem que fosse necessário enviar outra mensagem, Romeo apareceu quinze minutos depois, jogando pedrinhas na minha janela do quintal, mesmo sabendo que eu estava sozinho em casa e que ele poderia simplesmente apertar a campainha. Debrucei-me na varanda para vê-lo e sorri para ele, tentando ignorar o nó na minha garganta quando eu notei que ele ainda estava sujo do suposto jogo que nunca aconteceu. - Se quiser entrar, a porta da frente está aberta. - eu disse, tentando manter a calma. - Tudo bem. - respondeu ele, caminhando em direção à porta. - O seu primo realmente sabe como dar um soco. Acho que não vou conseguir fazer nada pelo resto da noite - Eu nem mesmo conseguiria levar você a sério se tentasse. - eu disse logo depois dele. Segundos depois, eu ouvi passos na escada e fui até a porta do meu quarto para abri-la, bem a tempo de vê-lo dobrar o corredor e empurrar o seu corpo contra o meu, beijando-me na boca. - Ei. - eu quase perdi o fôlego, então ele se afastou, sorrindo. - Oi para você. Afastei os meus olhos dos seus e observei o resto dele; havia lama seca e escamosa cobrindo o lado esquerdo do seu rosto e dos dois braços, um corte na bochecha direita que escorria sangue até o rosto. Levantei o meu polegar e ligeiramente corri pelo seu corte, recuando quando ele se encolheu um pouco. - Tyler fez isso? - perguntei. - Não. - ele respondeu zombando. - Eu apenas briguei com um terrorista antes de vir para cá. - Haha. - eu disse com sarcasmo. - Você deveria limpar e colocar um curativo nisso, se não pode... - mas antes que pudesse terminar, ele me interrompeu, pressionando os seus lábios contra os meus novamente. Eu me senti derreter com o beijo e perdi completamente a linha de pensamento. - Ou podemos apenas continuar fazendo isso. - eu murmurei fracamente antes de puxá-lo de volta para me beijar enquanto tropeçávamos em direção à minha cama. Sentando-me na cama, eu me deitei de costas enquanto ele se arrastava por cima de mim, um joelho ao lado do meu quadril esquerdo e o outro avançando entre as minhas pernas, enquanto os seus lábios continuavam atacando os meus. Ele abriu a minha boca e as nossas línguas se encontraram. Para minha vergonha, eu percebi que estava gemendo baixinho com as sensações que percorriam o meu corpo. Romeo deslizou uma mão sob a minha camiseta, passando os dedos pela minha pele enquanto deslocava o seu corpo para que a sua parte inferior estivesse pressionada contra a minha. Instintivamente, levantei os meus braços e os coloquei sobre o colchão acima da minha cabeça, para que ele pudesse ter acesso ainda mais completo ao meu corpo. Ele pegou a dica e começou a puxar a minha camiseta para cima até que ela estivesse em algum lugar do outro lado do quarto. Ele voltou a beijar-me enquanto eu o devorava sem restrições, absorvendo-o com todos os meus sentidos intensos. Eu podia sentir a sua presença em todos os lugares, prová-lo intensamente e sentir o cheiro de terra, suor e perfume. - Você já fez isso antes? - ele murmurou enquanto deslizava o seu polegar pela pele logo acima da cintura da minha calça jeans. Eu balancei a cabeça, engolindo em seco. - Você já? - eu perguntei, inclinando a cabeça. - Não assim. - ele respondeu, eu o lancei um olhar cético. - Quero dizer, com outro cara? - eu perguntei. - Hm, sim. Mas também com... alguém que eu amasse. Inspirei profundamente, tentando conter a expressão chocada que tomou conta do meu rosto. Antes que pudesse se manifestar novamente, firmei a minha mão, interrompendo-o com uma advertência clara: - Não diga isso se não estiver falando sério - disse, enfatizando cada palavra. Por um momento, nada mais aconteceu. Só depois que eu afastei a minha mão, ele sorriu e se declarou: - Eu te amo, Julian - ele disse, fazendo o meu coração palpitar no peito. Embora tivéssemos nos conhecido há pouco tempo, a conexão que sentíamos parecia ser de longa data. Apesar disso, o meu lado racional argumentava que era loucura, mas antes que pudesse pensar melhor, respondi: - Eu também te amo, Romeo. E como se as minhas palavras tivessem sido a senha para sua total entrega, ele me beijou novamente, ainda mais intenso do que antes, deixando-me sem ar. Instintivamente, eu segurei a sua nuca com a mão esquerda, entrelaçando os dedos nos seus cabelos escuros e puxando-o em direção a mim. Depois de um beijo que parecia abençoar os meus lábios e me queimar por dentro, ele cessou e trilhou um caminho até o meu pescoço com os seus lábios quentes, provocando um gemido que nem mesmo me deixava sem graça. Eu só queria tocá-lo, prová-lo e senti-lo cada vez mais em mim. Era como um vício que eu queria saciar. Romeo desceu com beijos suaves por minha clavícula, peito e barriga, enquanto eu o observava com dificuldade para respirar. Ele parecia um predador pronto para abocanhar a sua presa, e os seus olhos brilhavam de luxúria. Desabotoando a minha calça com vontade, ele a puxou com tal impulso que me fez soltar um gemido. Deitado apenas de cueca e com Romeo entre as minhas pernas, eu não sabia o que esperar. Só sabia que eu o queria mais do que jamais pensei que fosse possível. Ele voltou a beijar a minha barriga e desceu mordendo levemente e tocando as minhas partes, que já borbulhavam de excitação. Senti as suas mãos tentando tirar a minha cueca, e então eu levei os meus olhos ao teto em puro êxtase quando a sua mão gelada tocou o meu m****o, me fazendo gemer. Romeo segurou o meu m****o e fez movimentos que me impulsionaram a gemer baixinho, até que eu levantei a cabeça para vê-lo. Assim que notou que o fitava, ele me encarou e levou o meu m****o até a sua boca. Delírio me inundou nesse momento, e era como se eu estivesse andando em nuvens quentes e macias, os seus lábios eram como o paraíso. Eu estava quase no topo quando Romeo parou e se ergueu para me beijar novamente. Enquanto o beijava, eu senti a sua excitação quando as nossas partes inferiores se tocaram. Ele me puxava ainda mais para intensificar isso. Senti a sua mão descendo por minhas costas, e eu sabia que deveria devolver o que ele tinha feito comigo. Quando Romeo afastou-se de mim ligeiramente para tirar a sua camiseta, eu o observei sorrindo, com o único pensamento em minha cabeça de quão perfeito ele era e como o amava. Ele deitou ao meu lado na cama, e os meus olhos o seguiram, encarando-o com fome de mais. Inconscientemente, eu subi sobre o seu corpo e sentei no seu m****o, que pulsava contra mim. Eu podia sentir o meu corpo pegando fogo, e a forma como ele me olhava só intensificava isso. Abaixei-me para beijá-lo por um momento antes de começar a despi-lo completamente. Entre as suas pernas, voltei a beijá-lo e segui um caminho dos seus lábios até o seu peito e barriga, mordendo-o levemente na barriga, o que o fez soltar um gemido. Desci até encontrar o seu m****o, e quando o peguei, ele gemeu novamente. Salivando, desejei senti-lo na minha boca, e foi o que fiz. Romeo se retorcida na cama a cada movimento meu, os seus olhos fechados e respiração baixa me deixava louco, até que senti a sua mão no meu braço, puxando-me para cima. O nosso beijo nunca teve mais vontade do que agora, Romeo me puxava cada vez mais para si, pressionando os nossos corpos quentes, o seu m****o duro tocava o meu, intensificando tudo ainda mais. Num movimento rápido, Romeo me virou de costas para ele e então começou a beijar o meu pescoço, pressionando o seu m****o em minha b***a, fazendo-me gemer. Parando os seus beijos e mordidas no meu pescoço, ele me pergunto: - Você tem certeza? Eu me virei para olhar em seus olhos. - Nunca tive tanta certeza. Romeo sorriu antes de me beijar apaixonadamente e nos deitando outra vez, ele ficou no meio das minhas pernas, eu podia senti-lo lá. Ele levou a sua mão até o seu m****o e posicionando-o em minha entrada, me fazendo soltar um gemido. Com os seus olhos nos meus, ele me fazia ter certeza de que não me machucaria. Lentamente, ele começou a pressionar o seu m****o em mim, que em primeiro momento foi desconfortável, mas eu estava disposto a senti-lo ainda mais dentro de mim, eu queria satisfazê-lo, me entregar a ele por completo. Ele continuou a pressionar o seu m****o em mim até que eu estremeci, ele percebeu e parou, deitando o seu corpo em mim apenas para me ajudar a fazer passar, ele beija o meu pescoço e logo a dor dissipou-se e eu o puxei para beijá-lo. Esse era o sinal verde, levemente, ele voltou a pressionar o seu m****o em mim e a dor começou a dar lugar a um sentimento que eu nunca senti antes, era algo que me fazia sentir flutuar, gemendo a cada movimento de Romeo, senti-lo dentro de mim era como se fossemos apenas um. As suas mãos percorriam o meu corpo, a sua boca beijava a minha pele, a sua respiração acelerada e quente parecia queimar a minha pele, que já se encontrava em um quase êxtase. Até que as portas do paraíso foram abertas para ambos de nós e explodimos em prazer. Demos tudo de nós e podíamos nos sentir esgotados. Romeo caiu ao meu lado na cama, olhando-me com um brilho que jamais tinha visto em seus olhos antes. Ele então puxou me para seus braços, eu deitei no seu ombro, agarrando o seu corpo. E ele disse novamente: - Eu te amo, Julian. Romeo queria passar a noite e garantir que eu não fosse acordar me sentindo usado, mas depois de algumas horas, eu me forcei a expulsá-lo. Se os meus pais chegassem em casa e nos encontrassem na cama, eles enlouqueceriam. Ainda assim, quando eu voltei para a cama depois que ele saiu, ela parecia maior como se tivesse muito espaço sobrando, como se algo/alguém estivesse faltando. *** Narrado por Romeo. - Não é como se a gente fosse ter tantos problemas. - Ben estava dizendo despreocupadamente enquanto caminhávamos para a escola na segunda-feira. - Aposto que ninguém se lembra ao certo quem deu o primeiro soco, além disso, ninguém realmente se feriu gravemente. - ele parecia estar convenientemente esquecendo que, se não fosse por Mat e Hayley, ele teria quebrado o braço de Tyler com as próprias mãos. - Então foi apenas uma briga. Uns tapinhas, nada demais. - Mat estava caminhando silenciosamente ao nosso lado, balançando a cabeça em perplexidade e descrença. - Acho que precisamos nos preparar para a possibilidade de vermos algumas consequências dessa vez. - eu sugeri levemente. Vendo que Mat não estava envolvido dessa vez, então, não havia muito que o seu pai pudesse fazer por nós. - Bobagem - disse Ben alegremente. - Eles vão nos suspender por alguns dias e todo mundo vai nos amar ainda mais pelo que fizemos, e Hayley vai descer do cavalinho branco dela e vai voltar a me dar atenção. - Espera. - Mat finalmente falou. - Ela ainda não está falando com você? - Ben olhou para ele com irritado. - Não. Mas tudo isso vai mudar quando ela perceber que exagerou. - Você sente falta dela! - Mat perguntou, surpreso. - Eu não! - Sim, você sente! Você não deu valor para ela nos últimos 3 anos e agora, de repente, você não pode ficar sem ela. Ela fez um jogo muito longo com você e o meu amigo, finalmente ela está ganhando. A mandíbula de Ben se apertou, mas ele não disse mais nada quando finalmente entramos no recinto da escola. O primeiro sinal m*l terminou de tocar quando a voz da diretora ecoou pelas caixas de som, chamando todo o time de futebol para os vestiários imediatamente. - Somos nós. - Mat murmurou, mesmo sendo provavelmente o único m****o inocente da equipe que tínhamos. A diretora estava parada em uma extremidade da sala com o nosso treinador, ambos usando expressões intimidantes enquanto todos nós entramos em silêncio na sala, tentando não parecer muito confiantes. - O seu comportamento. - ela começou com a voz ameaçadora que ela podia ter quando bem quisesse. - Foi completamente inaceitável. Essa rivalidade ficou fora de controle e eu não vou mais me sentar e facilitar esse holiganismo. Eu já fechei os meus olhos demais para essas brigas acontecendo o tempo todo, mas neste fim de semana, vocês estavam representando nossa escola, a sua escola. A partir de hoje, todos vocês serão suspensos pelo restante do ano letivo. - houve um protesto repentino, mas ela apenas levantou uma mão delicadamente e o mesmo morreu quase imediatamente. - Vocês só poderão retornar à escola para os seus exames finais. Se forem pegos na escola por qualquer outro motivo, serão imediatamente expulsos e não poderão se formar. - ela fez uma pausa para deixar isso ainda mais sério antes de terminar: - Eu fui clara? *** Narrado por Julian. - Você já ouviu o que estão falando sobre Romeo? - perguntou Nate enquanto passava por mim no corredor entre o primeiro e o segundo período. Preocupado, eu balancei a minha cabeça enquanto olhava para meu celular na palma da mão. Romeo já devia ter descoberto o seu castigo pelo incidente do final de semana, e eu temia que ele estivesse em sérios apuros. Se o Baile da Montéquio fosse cancelado, Tyler se tornaria o homem mais odiado da cidade. - Talvez isso não signifique nada. - Nate tentou tranquilizar-me gentilmente, embora eu pudesse ver nos seus olhos que estava apenas tentando me acalmar. Virei-me quando eu ouvi o meu nome ser chamado: - Julian!
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