Epílogo

609 Palavras
MESES DEPOIS Quando abri a porta, Chloe estava do outro lado da porta. Era o sorriso mais lindo que eu via em meses. Seu sorriso me salvou do pior.  - Não vai me convidar pra entrar?  - Me destraí olhando pra você.  - Bobo - ela disse, já colocando os dois pés para dentro do apartamento.  - Será que eu devo colocar o meu smoking? - disse, e ela, já na sala, deu uma volta para mostrar o seu lindo vestido azul. E deu aquele sorriso poderoso.  - Chloe! - Summer veio correndo de seu quarto para abraçá-la.  - Summ! - disse, e as duas se abraçaram. - Pera, só ela ganha abraço? - joguei piada. Depois do abraço com minha irmã, ela veio até mim e, depois de colocar os braços sobre os meus ombros, ficou na ponta dos pés e me deu um beijo carinhoso.  - Que nojo! - Summer brincou. - Daqui uns anos é você, ein - retruquei.  De repente, a campainha tocou.  - Chamou mais alguém? - Chloe perguntou.  - Não - respondi, estranhando.  Deixei as meninas na sala e fui até a porta. Inacreditavelmente, era Justin.  - Eu consegui - Foi a primeira coisa que ele disse quando o deixei entrar.  - O quê?  Chloe e Summer também ficaram surpresas. Na sala, ele perguntou se podia se sentar, e eu acenei que sim com o cabeça. Ele abriu o notebook em cima das pernas antes de começar a falar.  - Eu sei que a gente ficou meio estranho por causa de tudo o que aconteceu, mas… Lembra do pendrive que o Reese te deu?  - Lembro. Quer dizer, tá no meu quarto. Por quê? Não vai me dizer que… - Exatamente - ele me cortou. - Agora finalmente vamos poder saber o que tem nele. Consegui burlar o sistema de segurança daqui. Eu já testei, ninguém vai ter acesso.  Fiquei parado, em choque. Tenho me perguntado há meses o que tem de tão importante naquele pendrive.  - Hector, tá tudo bem? - Chloe perguntou.  - Eu vou pegar - disse, saindo do meu estado de transe. Mas quando pus um pé à frente em direção ao meu quarto, a campainha do apartamento soou pela terceira vez. - Você não me disse que seria uma festa - Summer disse, engraçadinha.  Dessa vez, quando abri a porta, era Annie, desesperada e com sua barriga já bem grande.  - Gente, liga a TV - ela disse, visivelmente cansada.  - Amor, o que aconteceu? Você não pode correr desse jeito, tá doida? - Justin se levantou rapidamente, deixando o notebook no sofá.  - Só liga a p***a da TV - Annie gritou antes de se sentar, a respiração ofegante.  Chloe e eu trocamos olhares temerosos. Quando liguei a TV, um anúncio nos pegou de surpresa: infectados dentro do Isolamento. A garantia de superproteção havia durado pouco mais de um ano. Parecia piada.  De repente, um som de alarme soou por todo o prédio, seguindo de uma voz que não reconheci: “Não saiam de seus apartamentos. Repito, não saiam de seus apartamentos e estejam preparados”. As luzes começaram a piscar, foi quando Summer deu um grito e se agarrou o meu corpo. - Precisamos de armas - Justin disse.  - Eu vou pegar - falei. Foi quando as luzes finalmente se apagaram. Summ deu um grito. Mas antes que eu pudesse ir atrás das armas, uma batida. Duas, três, quatro. Todos nós olhamos para a porta, aflitos.  - São… - Annie disse com a voz trêmula.  - Infectados - completei. Chloe segurou em minha mão. _________________ Continua em Sem Futuro, livro 2 da série #SemSaída
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