Passado

3120 Palavras
Ninguém estava preparado. Eu, mamãe, Summer. Nenhum de nós esperávamos, ou imaginávamos que isso fosse acontecer. Nos últimos dois meses, vejo minha mãe chorando em todo tempo, em lugares e dias diferentes. Foi tudo muito rápido, afinal, a morte é assim: uma surpresa nada agradável. Meu pai morreu naquela mesma noite do maldito jantar em que o seu novo governo iria se inaugurar. Ele nos deixou sem uma despedida, um último abraço, um adeus. Hoje, eu só queria poder voltar e dizer o quanto eu o amo. Minha irmã também não está bem, assim como todos nós. Para ela foi um susto maior, por não estar presente conosco naquela celebração. A festa tornou-se em caos, assim como as nossas vidas. Não que tudo estivesse bem, em perfeita harmonia, porém, o que já não era muito bom, tornou-se r**m. Summ parece ainda não acreditar, mesmo depois do enterro, de nossa pequena cerimônia para o papai, as homenagens e todas as outras coisas... Ela parece estar em surto, um pesadelo extenso que um dia irá acabar. Mas não vai. -Mitchell era realmente fantástico. Nós últimos dois anos eu pude conhecê-lo melhor, e eu vos afirmo que ele foi, sim, um grande homem. Um dos que mais admiro até hoje, e sempre irei admirar. Sei que nem todos aqui tiveram a chance de conviver com ele, mas... Espero que eu tenha conseguido passar tudo o que eu queria sobre este homem. Ainda sentirei muito, por um bom tempo. Mas... -Johnson Hills parou o seu discurso fúnebre por um momento, deixando uma lágrima escapar por acidente. -Eu espero que ele permaneça vivo na história desse país. E na memória de seus familiares. -O presidente da Peace For The Future olhou em minha direção, e em seguida para minha mãe. Ao fim de suas belíssimas palavras, John deixou o púlpito ao som de aplausos monótonos. As pessoas olhavam umas paras as outras, procurando no próximo a forma de agir, de se comportar em meio ao funeral. A maioria das pessoas, na verdade, não sabem como permanecer em situações como essa, ainda mais quando as circunstâncias não são boas, ou quando a pessoa nem conhecia o falecido. No máximo, dissera um simples boa tarde, quando o meu pai ainda estava entre nós. Olhei para mamãe pela última vez, e então, levantei-me da confortável cadeira da 1II (1ª Igreja do Isolamento). -Boa noite. -falei, com as mãos trêmulas. Eu ainda nem havia começado o discurso, mas já almejava o choro. Procurei o papel que estava escrito o meu pequeno discurso em meu paletó cinza, e comecei. -Isso é realmente importante. Primeiramente, eu peço a todos vocês que não conheciam o meu pai, ou que não falavam com ele, e até mesmo aqueles que o odiavam, mas se fazem presentes... Retirem-se, por favor. -falei, com a voz falha. Meus olhos vermelhos encontraram os de mamãe, arregalados. Eu percebi que alguns do local não respeitavam a situação de minha família, e nem dos amigos de meu pai. Elas conversavam durante os discursos, usavam os seus aparelhos eletrônicos, outros até saiam da 1II para atender telefonemas. Isso me deixou frustrado, principalmente ao pensar sobre o que meu pai pensaria sobre isso. Ele gostava de ter atenção para si. Um defeito? Talvez não. -Por favor, eu não quero ser grosso. Retirem-se, é só isso que peço. -disse, com as pernas agitadas. Olhei para o lado esquerdo, onde o caixão de meu pai se encontrava, ainda aberto. A igreja era bonita, recém-inaugurada, as paredes pintadas de branco, as cadeiras feitas em madeira, lustres de ouro e todo tipo de luxo. Olhei para os meus amigos, Annie e Justin, enquanto os alienados se retiravam do local. Ele sorriu, sem mostrar os dentes. Ela repousou sobre o seu ombro, triste. -Isso era realmente necessário. -disse, olhando mais uma vez para o meu pai. -Prometo não demorar muito. -falei, respirando fundo. -Meu pai era simplesmente incrível. Ele ainda é, mesmo não estando mais vivo. Eu quero dizer que, tudo o que eu aprendi com ele, todas as coisas incríveis que nós vivemos juntos...Continuará aqui, comigo, vivo. Eu simplesmente não quero esquecê-lo, eu não quero que ele vá. A minha vontade é desistir de tudo, mas isso não o agradaria, tenho certeza disso. Eu só quero que ele continue me enxergando, de algum lugar, do céu, ou seja lá no que você acredita... -meus olhos transbordavam, e eu não consegui suportar aquela dor. -Pai... Eu quero que saiba que eu te amo. Pai, me desculpa por tudo o que fiz, por todas as coisas que eu disse, por todos os momentos em que não lhe obedeci. Não estou pronto para perdê-lo. Nunca estarei. O papel que segurava caiu de minhas mãos, e eu corri até o caixão. Eu o abracei, repousei minha cabeça sobre o seu peito. Eu chorei como nunca. Passei minhas mãos sobre o seu rosto liso, os seus lábios, os seus cabelos...Agarrei sua blusa, para que ele nunca me deixasse, para que ele nunca mais me abandonasse. Mas, era tarde. O maior erro de qualquer filho é não valorizar os seus pais enquanto pode. Temos que saber, que, na maioria das vezes, eles vão primeiro que nós. E nós devemos aproveitar, ao máximo, o tempo que temos com eles. Devemos abraça-los, beijá-los... Dizer, sempre que puder, eu te amo. Eu sinto muito, pai. Sinto muito. A cerimônia acabou logo depois do meu pequeno escândalo dentro da igreja. Eu gritava, de joelhos, eu o acariciava, suplicava por sua volta. Eu não aceitava, de maneira alguma, que eu o perdi de uma maneira tão injusta, tão banal. Você também se sentirá assim quando perder uma das pessoas mais importantes de sua vida. E você não estará preparado, assim como eu não estava. [] O presidente dos Estados Unidos decidiu fazer uma homenagem errada (do meu ponto de vista) para o meu pai, no espaço para festas do Isolamento. Tudo o que aconteceria na celebração (?) seria com base em todas as coisas que meu pai gostava. As músicas, as comidas, a decoração e todo o resto. Mamãe achou que seria rude recusar algo tão grandioso, fornecido por alguém tão grande quanto, por isso, resolveu aceitar, mesmo que não concordasse totalmente. Desde o começo, afirmei que não iria a isso que chamei de blasfêmia. Passei os últimos dois meses sozinho, refletindo sobre tudo o que aconteceu e, é claro, o porquê da morte de meu pai. Já estava claro que ele faleceu por envenenamento, mas, sobre o assassino, tudo ainda estava em uma completa escuridão. Eu buscava explicações, investigava a vida dos poderosos que faziam parte do cotidiano de meu pai. Também me encontrei com Chloe, a garota da loja de roupas, duas vezes, porém depois senti que ela não queria mais encontrar novamente. Não tivemos nada, e eu percebi que ela realmente não queria. Annie e Justin ficaram mais próximos, desde o dia da cerimônia. Eles saíam, conversavam, me chamavam sempre, mas, eu não queria atrapalhar o romance dos dois. Era estranho, mesmo que Justin não fosse ainda um grande amigo, e muito menos Annie. Também pensei sobre a minha noite com Annie, e se ela havia contado ao Justin sobre o que aconteceu. Provavelmente, ele não sabia. No dia do grande tributo à elite, mamãe e eu conversávamos sobre a situação de Summer quando o casal bateu em minha porta. Estavam vestidos com roupas para um baile de formatura, o que era engraçado. Talvez, aquilo fosse uma forma de realização pessoal improvisada de ambos. -Ela não fala quase nada. Na semana passada é que ela começou a falar umas frases. Melhor que apenas "sim" e "não" do mês passado. -Summ é muito nova ainda. Eu converso com ela, às vezes. Antes de dormir, eu sento na beira da cama, e começo a contar histórias boas que já vivemos. Engraçadas. É tão difícil para mim quanto para ela, mas nós... -Somos adultos, filho. Nós podemos viver nossas vidas aparentando estar bem. Nem sempre, é claro. Hector, eu conto com você agora. Para assumir responsabilidades. Ser o homem dessa casa. O que o seu pai sempre foi. -mamãe disse, emocionada. -Eu não sei se consigo... -disse, desviando o olhar. -Hector, meu filho. -mamãe disse, em um abraço forte. -Você é como o seu pai. Eu te amo. -Prometo tentar. -falei, sem ter certeza nenhuma daquilo. -Sei que dará o seu melhor. -ela disse. A campainha soou, interrompendo aquele momento que era quase uma rotina nos últimos dois meses. -Ainda desarrumado? -Annie disse, seus braços estavam entrelaçados aos de Justin. -Você precisa se animar, Hec. Não pode ficar trancado em casa para sempre. -ele disse. -Claro que posso. -falei, já fechando a porta. -Hector, por favor. -Justin segurou a porta para que eu não fechasse. -Podemos entrar? -Annie perguntou. Eles nos cumprimentaram com abraços quentes, como sempre faziam em suas visitas animadas, tentando nos fazer esquecer esse momento delicado, a dor, a perda. -Ele não quer ir, Annie. Confesso que será difícil para mim, mas acho que o pai dele realmente iria gostar disso. Eu sei que é estranho, mas eu sinto. -mamãe comentou enquanto conversávamos sobre o tributo. -Fiquei sabendo que terão homenagens. -Annie disse. -É. Todos os que não puderam participar na Igreja terão oportunidade. -Sim, Justin. É isso que eu disse. E, os seus tios se transferiram para esse Isolamento, Hector. Só por causa dessa segunda cerimônia. -Mãe, fala sério. É como dar uma festa porque uma pessoa morreu. -Deixa de ser ignorante, Hector. Não é uma comemoração! -Annie resmungou. -Música, pessoas, comida... Sim, é. -Os seus tios estiveram com o seu pai durante toda a sua vida. A sua infância, Hector. Tenho certeza que será gratificante ouvir tudo o que eles têm para nos contar. -Sinceramente? Eu não preciso de mais motivos para chorar. -O seu pai estará presente, Hector. Não entende? Tudo sobre a sua vida estará neste tributo. As pessoas que o amavam, os seus irmãos, os amigos, os colegas de trabalho, as músicas que ele ouvia, o seu cardápio preferido... Não entende a importância disso? -Justin irou-se, olhando fixamente em meus olhos. Os três fizeram silêncio, assim como eu. Mamãe estava claramente nervosa, porém lutava para se permanecer firme diante de toda aquela situação. Podia-se ouvir o som da respiração de todos os presentes e isso era agoniante de certa forma. Eu pensava em meu pai, e toda a minha vida em alguns segundos e eu o imaginava diante de mim. Eu o perguntava, em seus braços, se ele concordava com tudo aquilo. E ele não respondia. Depois de alguns minutos, Summer apareceu na entrada da sala. Os seus olhos estava borrados com maquiagem, e ela vestia roupas masculinas, que ficavam excessivamente enormes nela. A calça de meu pai. O seu cinto, a sua camisa, gravata, o seu par de tênis. Ninguém soube como reagir a tal cena. Os olhos de mamãe brilhavam. -Papai está comigo agora. -ela disse, limpando as lágrimas de seu rosto, sujando suas mãos de preto. -Filha. -mamãe correu até Summ, ajudando-a limpar o seu rosto. -Pareço adulta? -ela perguntou, triste. Summer se vestiu com as roupas de papai para poder senti-lo. Em sua mente ainda imatura, aquilo era a forma mais óbvia de conseguir ficar mais próxima de nosso pai. E, para a nossa surpresa, as crianças algumas vezes conseguem estar um passo a frente de nós, os mais velhos. Até porque, a criança consegue pensar de forma pura e simples, e já nós, vemos sempre o lado r**m, já conhecemos a verdade e também temos a habilidade de complicar tudo. Depois de um abraço forte em minha pequena irmã, resolvi render-me. Não tive escolha, e nem força para lutar contra aquilo. Vesti um dos ternos favoritos de meu pai e todos nós seguimos para o grande tributo. [] O lugar me causou nostalgia. Parecia um evento realmente organizado pelo meu pai, e, quando notei friamente cada perfeito detalhe, não soube por quanto tempo aguentaria permanecer ali. Sentamos em uma mesa próxima ao palco, com espaço para seis pessoas. -Temos que arrumar mais uma cadeira. Para os seus tios, Hector. -mamãe disse enquanto nos ajeitávamos em nossos lugares. -Podemos sentar em outra mesa. Não queremos incomodar o momento de vocês. -Justin disse, oferecendo o seu lugar e o de Annie. -Não precisa, por favor, fiquem. São importantes para o Hector. -ela respondeu ao casal. -Vocês falam de mim como se eu não estivesse aqui. -disse, e eles riram. Mamãe saiu com Summer à procura de uma cadeira que poderia ser roubada. Momentos depois, uma banda de blues-rock assumiu o palco, tocando as músicas de um repertório desconhecido. Papai tinha um gosto peculiar, ele quase nunca ouvia algo que todos gostassem ou conheciam. -Lembro de ouvir algo parecido com isso. Meu pai gostava de ouvir músicas no carro. -Seu pai tinha bom gosto. Eu conheço essa banda. Ela é bem antiga. -Isso é da época da Segunda Guerra? -Annie perguntou. -Não sei. Talvez seja de 1970. -disse, sem ter certeza. -Segundo o aplicativo, essa música é de uma banda chama TRS. Eram ingleses. 1962. Eles encerraram a carreira em 2022. -Sessenta anos de carreira. -comentei, surpreso. Um garçom chegou em nossa mesa com um sorriso convidativo. Como éramos menores de idade, ele nos ofereceu sucos afrodisíacos (os preferidos de meu pai) e refrigerante de limão. -Não sabia que seu pai era um cara fitness. -Annie disse, bebericando um pouco. -Esses sucos servem para combater a impotência s****l. -Justin falou, brincando. -O que você está insinuando? Que eu nasci por causa de um suco afrodisíaco de melancia? -falei, e todos nós começamos a rir. -Bem, acho que devemos um brinde a este suco, não acham? -Annie disse, e nós brindamos em forma de descontração. Conversamos um pouco mais sobre a vida de meu pai, e como ele era um homem forte, especial. Em alguns momentos, sentia-me vulnerável, algumas lágrimas pareciam forçar sua saída a qualquer momento. O presidente da PFF apareceu em nossa mesa por um momento, disse palavras de conforto, e, minutos depois, desapareceu. Annie comentou como achou a atitude de minha mãe fantástica. "Uma mãe qualquer jamais deixaria a sua filhinha vir vestida com roupas enormes do pai numa festa de gala". Uma hora depois, os meus tios, Robert e Claire chegaram. Meu pai era o filho caçula, e o Robert era o mais velho. Ele já tinha em torno de sessenta, mais ou menos o tempo de carreira da antiga banda de Rock Inglês que meu pai ouvia. -O que irei dizer é normal entre os velhos. Mas, Hector... Você está a cara do seu pai! -meu tio abraçou-me, sorridente. -A família da minha mãe diz que pareço com ela. -respondi, rindo. -Cada lado da família enxerga da forma como quer ver, não é? -tia Claire disse, e nos abraçamos em seguida. -Outra coisa clichê que eu não posso deixar de dizer. -Robert disse, com seu jeito extrovertido. -Hector, você está enorme... Nem acredito que te peguei no colo!  -ele falou, e todos rimos. Eu não encontrava os meus tios devia fazer uns quatro anos. Eles viajaram para o outro lado do país, e, bem, eles não são mais tão novos assim. Claire ficou viúva aos quarenta, e Robert nunca se casou. Ele tem um filho que mora na França, mas eles não são muito próximos. Na infância, meus tios e eu éramos muito próximos. Agora, na velhice de ambos, os dois moram juntos e viajam o mundo. Mas, suas aventuras foram interrompidas pelo caos e os Isolamentos. Após um bom momento de conversas sobre o passado, o presidente dos Estados Unidos, James Fillmore, assumiu o palco do grande espetáculo. Ele tomou o microfone para si, em um sorriso destemido. Aquele homem transpirava poder. -Boa noite, senhoras e senhores. -ele disse, com sua voz marcante. -Agora, depois do nosso momento de confraternização, iniciaremos as homenagens, a todos aqueles que não tiveram oportunidades. Os rejeitados. -Fillmore me encarou, sorrindo. Os presentes aplaudiram, calorosos. Os meus olhos encontraram os do presidente, que piscou para mim. Olhei para mamãe, ela olhava para o palco, aplaudindo e sorrindo. Summer bebia refrigerante de limão. -Bem, parece que eu irei abrir a noite. -Robert disse, sorridente. Levantou-se, em total elegância vestindo o seu smoking que parecia valer três vezes mais que o meu. A plateia o aplaudiu enquanto subia as escadas para o palco. O presidente saiu por detrás do palco, atravessando cortinas vermelhas. Deixei a mesa rapidamente, dizendo que iria ao banheiro. Passei por algumas mesas na lateral, e caminhei até ao lado direito do palco. Ali, havia uma entrada para os bastidores do salão, atrás do palco. Eu o observava entre duas cortinas. James Fillmore estava lá, audacioso, de costas. Conversava com alguém em seu celular. -Eu ordenei o ataque. Amanhã, pelo menos metade da América do Sul será nossa. -o presidente falou, satisfeito. -Exatamente. Não me preocupo com as mortes. Mas eu não posso deixar que eles se revoltem contra nós. Temos de agir antes. Estar um passo a frente. -Hector? -Annie disse atrás de mim, com as mãos em meus ombros. -Annie? O que você... -Oi. -Fillmore disse, notando nossa presença, guardando rapidamente o seu celular. -Precisam de alguma ajuda? -Ah. -eu disse, meus pensamentos haviam se perdido com a chegada de Annie. -Onde é o banheiro? -ela perguntou, astuta. -Próximo a entrada do salão. -James disse, estranhando a situação. Trocamos olhares frios. -Obrigada. -Annie respondeu, simpática. Fui arrastado por Annie para fora dali, entre alguns resmungos e insultos. Ela havia evitado um grande ato de burrice. Eu tinha sorte. Enquanto Annie falava, eu pensava sobre a conversa de James em seu telefone. -Ele insinuou que eu expulsei as pessoas na cerimônia na igreja. Para todos aqui, Annie. -Mas foi o que você fez. -ela afirmou, óbvia. -p***a, Annie. -Eu sei, eu entendo, Hector. Você fez o certo. Mas, o que você pretendia fazer? -ela perguntou, atônita. -Acho que ele matou o meu pai. -falei, por impulso. -Se quiser continuar vivo, acho melhor parar de agir dessa forma e falar coisas assim. Você não pensou nas consequências? Fala sério, Hector. Iria dar um soco no presidente? -Annie disse, acelerada. -Obrigado por salvar minha vida. -disse, sorrindo. -Mas, eu preciso te contar o que eu ouvi, e... -Sem brincadeiras. -ela revirou os olhos. -Quero aproveitar que o Justin não está aqui. Preciso falar com você. -Ele é tão ciumento assim? -perguntei. -Annie, o presidente... -É. -ela disse, ajeitando a manga de seu vestido bege, respirando fundo. -O presidente estava falando no telefone que ordenou um ataque. -Hector, eu preciso falar! -ela me cortou, nervosa. -Tá, tudo bem. -disse, amedrontado por sua grande ansiedade. -Então, diga. -falei, dando de ombros. -Estou grávida. E talvez você seja o pai.
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