Capítulo 1

1405 Palavras
PARIS FARIAS GONZALEZ Sinto uma vibração por baixo do travesseiro, de novo, me deixando irritada. Tento voltar a dormir, mas sinto tocar de novo. Bufo irritada Passei a mão por baixo do travesseiro à procura do que não me deixa dormir. — Alô!— Murmurei grogue de sono e de ressaca. —Você ainda está dormindo? — A voz do outro lado perguntou — Paris hoje temos que ir à universidade! Levantei da cama no pulo, fui direto para o banheiro com o celular entre minha orelha e ombro para me arrumar. — Por sua culpa! — Exclamei — Eu avisei que não ia dar certo a gente sair ontem Stella. Deixa eu terminar de me arrumar, já te ligo. Desliguei a ligação e coloquei o celular no lado da pia para escovar os dentes e tomar um rápido banho. Coloquei uma calça jeans, uma regata branca, por cima coloquei meu casaco de couro. Nos pés calcei meu coturno preto de salto médio. Desci correndo para tomar café da manhã, na mesa estão os meus pais e meu irmão. — Bom dia família! — Beijei a bochecha do meu irmão. Meu pai levantou da mesa para sair da cozinha. Passando pelo meu irmão bagunçando o cabelo dele. — Feliz aniversário, mana! — Para de falar de boca cheia, garoto! — repreendeu vindo na minha direção trazendo cupcake com uma vela. — Feliz aniversário minha menininha! —Minha mãe me abraçou. — Obrigada mãe. — Sorri para ela, que está emocionada. Minha mãe, com seus 50 anos aparentando ter menos, é minha melhor amiga. Confio muito nela, ela sempre me incentivou a seguir meus sonhos e não impôs limite. Nossa família foi ensinada a ter confiança uns com os outros. Sem mentiras. Claro que existem coisas que não contamos aos nossos pais, porque todos têm o direito de guardar algumas coisas para nós mesmos. Omitindo. — Assopre a vela querida!— Pediu a minha mãe. Soprei a vela — Seus irmãos vão vir mais tarde almoçar com a gente, eles pediram para avisar-lhe. Tenho 2 irmãos mais velhos, Guilherme de 30 anos, ele é empresário, dono do seu próprio negócio. Guilherme era casado com a melhor amiga dele de infância, ngela e tem duas filhas. Benjamin, de 27 anos, é médico pediatra, assim como a nossa mãe que exerce o cargo de diretora chefe do hospital HG (Hospital Gonzalez). — Já decidiu onde vai trabalhar depois de formada? Minha mãe tem esperança de eu trabalhar com o meu pai, quer que eu fique no controle da empresa e aposentar o meu pai, por outro lado, Guilherme quer que eu faça estágio na empresa dele. — Ainda não. Tenho muito tempo para decidir pai. — Respondi com uma voz firme, sem dar espaço para discussão . Pego a minha garrafa térmica de café. — Bom vou indo — Levantei da cadeira beijando a bochecha da minha mãe que estava ao meu lado. — Daqui a pouco estarei na sua formatura! — Gritou a minha mãe de longe animada. Tinha esquecido desse detalhe, também estou me formando na faculdade de designer. Estacionei o carro na vaga no estacionamento da universidade. Felizmente hoje é só formatura, gosto do curso, mas é cansativo. Encontro a Stella impaciente olhando o relógio rosa no seu pulso, encostada na parede ao lado da porta da faculdade. Estranhamente a faculdade está Fazio, sem nenhum aluno correndo para lá e pra cá. - ESTAMOS ATRASADAS! - Gritou puxando a minha mão entrando para dentro da universidade, aos passos apressados. - Stela, eu consigo andar! Puxei a minha mão no impulso. - Então vamos. - Falou sem parar de andar. Chegamos na sala onde alunos estão se arrumando, os alunos masculinos estão sendo ajudados pelos meninas com a gravata e no outro lado as meninas estão se maquiando. Vou a uma cabine vazia segurando minha roupa de formatura para trocar de roupa. Saio da cabine com os meus Saltos na mão para colocar quando achar um lugar para sentar. - Meu Deus que mulher gostosa da p***a! Me assusto com o grito da minha melhor amiga atrás de mim, atraindo atenção indesejáveis para gente. - Stella - Sussurei fuzilando. Minha amiga está linda com seu vestido longo azul e salto preta. Seu cabelo loiro está levemente bagunçado com as pontas cacheados até ombro. - Vai colocar um batom vermelho para combinar né? Revirei os olhos, as vezes ela esquece que eu amo usar batons vermelho. Eu estou usando macacão longo vermelho, com uma f***a até a coxa e salto preto. Vou até a poltrona de frente a uma mesa com espelhos e passo meu batom vermelho matte. .... Estou sentada na segunda fileira de beca e capelo esperando ser chamada pelo diretor da universidade para pegar canudo e tirar foto. Quem me ver aqui sorrindo não sabe como a minha vida deu uma inclinada na escola até começar a faculdade, sofria bullying, depressão. Resultando numa insônia, sentir-me sob pressão e vontade de chorar do nada. Fui na direção da minha mãe abraçando por muito tempo, com uma vontade incontrolável de chorar. Abraço meus irmãos e só agora reparando em um intruso perto do meu irmão que está carrancudo no lado dele. Levanto a sombrancelha perguntando para o Benjamim quem era ele. Ele me respondeu ficando mais carrancudo ainda. Meu pai olha para ele sorrindo, me deixando mais desconfiada. - Paris, esse é o Ivan, ele está estagiando lá na Fashion Empire Leblanc. - Meu pai apresentou todo orgulhoso dele. Meu instinto está pitando. É esse instinto que já me salvou de várias enrascadas. Não me sinto confortável perto dele! — Prazer. — Até a voz dele soa cheia de falsidade, demais! — Parabéns pela formatura! — Obrigada. — Estendi a mão a ele para cumprimentar. — Podemos ir? — perguntei me virando para minha família — Sim, temos muito o que comemorar! — Exclamou meu pai. Meus irmãos reviraram os olhos de desgosto. — O que está acontecendo? — Perguntei a eles, enquanto os nossos pais e o Ivan estão andando na frente. — Você vai descobrir durante nosso almoço. — Guilherme sussurrou com uma voz estranha, não ajudando nada com a ansiedade. Durante o almoço meu pai fica conversando com o Ivan sobre a nossa empresa e da família dele junto com o meu irmão, mesmo não gostando tenta ser educado. Isso está ficando cada vez mais estranho. — Mãe — inclinei o meu corpo na direção dela que está ao meu lado. Não sei porque mas ela parece chateada. — Sim querida — se virou pra mim. —O que está acontecendo aqui?— Questionei— Só eu que estou achando isso tudo aqui estranho? Nem percebi que aumentei um pouco a voz, fazendo meu pai me olhar. — Paris, vamos ao escritório? — meu pai levantou da cadeira sem esperar minha resposta, fazendo com que eu vá atrás dele. O escritório do meu pai tem duas estantes cheia de livros, eu adorava me enviar no escritório dele quando ele não estava, por causa dos livros. Meu pai quase não parava em casa, ficava na empresa, raramente ele chegava quando eu estava acordada. —Agora o senhor pode me dizer o que está acontecendo aqui? — perguntei assim que ele sentou na cadeira dele atrás da mesa. — Primeiro senta.— pediu parecendo calmo para uma conversa séria. Sentei na cadeira de frente para ele esperando ele começar, mas ele só me encarava. — Pai, chega de mistério! — Meu pai me encarou com seriedade me deixando mais nervosa. — Ivan é seu futuro noivo. — Soltou.— Lembre -se que eu conversei com você e seus irmãos sobre essa probabilidade. — Ficou perplexa com essa confissão. É verdade, desde criança ele contou a história sobre o acordo de paz entre minha avó e outra pessoa. Parece que a minha avó salvou a empresa de uma rival da falência. Assim fazendo a promessa que os futuros filhos se casariam. Mas não foi possível, os dois filhos nasceram homens, assim sobrando para os netos. — Eu não aceito isso! — Falei levantando da cadeira. — Paris, as decisões já foram tomadas, não há nada a fazer além de aceitar. — firmou a voz. — Você esqueceu de um pequeno detalhe — Dei uma risada de escárnio — As escolhas são minhas, sabe qual é a minha escolha? — perguntei — Decidi fazer intercâmbio na França.
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