Capítulo 2

1255 Palavras
Paris Farias Gonzalez Sai da sala do meu pai escutando seus xingamentos atraindo atenção das pessoas sentadas na sala de jantar, esperando eu e o meu pai. Ao invés de sentar com eles, vou direto para o meu quarto, sendo seguida pelos meus irmãos mais velhos. Hoje deveria ser um dia feliz, como sempre meu pai estragou tudo. Quando entrei no meu quarto, fui abraçada pelo um dos meus irmãos. — Você foi criada como uma princesa, mas é uma rebelde. — Pela voz risonha é o Guilherme que está me abraçando. — Verdade! Só você consegue tirar o velho do sério. — Benjamin falou sentado na minha cama.— O que você disse para ele ficar daquele jeito? Ele gritou palavrões que nem sabia existir. Dei uma pequena risada com a fala deles, só eles mesmos para me tirarem um da tristeza. Saí dos braços do Guilherme e me sentei ao lado do Ben, sentindo minhas mãos tremendo. — Hoje não foi minha última graduação. — Revelei — Espero que saibam, que eu não tomei essa decisão de caso pensado, eu analisei com muito cuidado. — Para de enrolação! — Benjamin falou segurando a minha mão que estava tremendo. — Eu decidi continuar estudando, só que em outro país. Soltei de uma vez, recebendo silêncios irritantes. — Você vai sair do país? — Eles falaram ao mesmo tempo — Você vai embora? — É só por alguns anos. — Respondi — Vou só para ganhar mais conhecimentos. — E o estágio? — Guilherme perguntou. — Eu vou fazer estágio lá. — Respondi — O programa de intercâmbio escolhe alunos pelas notas para fazer estágio numa boa empresa. — Qual empresa? — Não sei Guilherme, tenho que ir lá resolver as coisas burocráticas lá. — Respondi revirando os olhos, tenho certeza que ele quer investigar como um belo irmão super protetor. Levantei da cama indo até o guarda roupa, nem fodendo que vou ficar aqui depois da discussão que tive com o meu pai — Onde vai ser o intercâmbio? — Benjamin que até agora que estava em silêncio, me seguiu até o closet. Me virei e olhei para ele que estava me olhando com seus ombros rígidos. Guilherme sempre foi meu anjo protetor, como um pai para mim, já o Benjamim é meu melhor amigo. Ele vai ser o mais machucado ali. — França. — Fui até o Ben e o abracei com força, que me abraçou de volta. Depois dos meus irmãos saírem do meu quarto comecei arrumar minhas coisas Estava pegando meus documentos quando ouço alguém batendo na porta. — Posso entrar? — Minha mãe perguntou com a cabeça para dentro olhando para minha mala. — Claro. — Sentei na ponta da cama e ela sentou ao meu lado. — Seu pai me contou tudo. — Mãe...— comecei. — Não precisa me dizer nada — Disse me puxando para deitar na coxa dela, acariciando o meu cabelo. — Nunca concordei sobre esse acordar, esse sempre foi o assunto das nossas discussões. Levantei rápido e olhei para ela surpresa. Meus pais sempre foram meu modelo de relacionamento, nunca vi eles brigarem, sem se falarem e muito menos sem demonstrar afeições um ao outro — Não me olhe assim. — revirou os olhos — Todos casais brigam, querida. Eu amo o seu pai e ele também me ama, mas a um momento em que tudo extrapola. — Não quero que vocês briguem por minha causa. — voltei para coxa dela — Quando ela falou sobre esse assunto, sempre disse que não concordava. Eu achei que ele tinha concordado com isso. — A sua avó está insistindo nesse assunto. Parece que a senhora Beaumont está com pressa em casar um dos seus netos — O que eu tenho a ver com isso? — levantei com raiva — Eu não escolhi isso. Não posso receber esse tipo de castigo por causa da merda de um acordo do passado — Os netos dela são homens difíceis. — deu de ombro. — Só piora, se com a família ele é difícil, quem dirá como meu marido. — Ela esperava que formando uma família daria jeito nele. — levantou da cama vindo na minha direção e segurou minhas mãos juntas. — O seu só concorda porque seria um bom negócios, e quer que ele te ajude quando você ficar a frente da presidência na empresa. E ele como seu braço direito. — Oi? — Ah pronto! Era só o que me faltava — Quem disse que eu preciso de ajuda? Ainda mais de um homem. Mais que nunca quero sair desse lugar. Preciso ficar o mais longe possível dessa loucura que o meu pai está tentando me enviar. — Pra onde você está indo a essa hora? — Perguntou ao me ver pegando a mala para ir embora. — Vou ficar na casa da Stella, até eu ajeitar tudo para mudança. — Prometa que você vai me ligar antes de ir ao aeroporto. — implorou com os olhos cheios de lágrimas — Eu vou te ligar. — abraço-a Desço a escada com a minha mãe atrás de mim, chorosa e pequena bagagem na minha mão e passo direto da sala de jantar. — Onde você pensa que está indo? — escuto meu pai vociferar atrás de mim — Inda para casa da Stella , sabe? — respondi com deboche — Antes que me expulse. — Ótimo! Assim você poupa o meu trabalho. — Reviro os olhos e vou até a porta. —Saiba que você vai sair daqui sem um tostão que eu... — bateu no próprio peito — suei para que vocês tenham melhores. Eu nunca ri tanto com as piadas do meu pai. — O que valeu do seu suor? Coisas melhores?Se nunca esteve presente? Nos meus aniversários? Festas de escolas? Até na p***a dos dias dos pais você não aparecia! Eu me esforçava para te deixar orgulhoso! Não sou mais aquela menina boba! Abri a porta e fechei atrás de mim com força Eu não vou chorar! Eu não vou chorar! Você é forte, você vai conseguir passar por isso! Eu já imaginava que isso ia acontecer, esses sempre fora o modus operandi, basta! Chega! No caminho para casa da Stella eu ligo para ela pelo alto falante do carro. — Oi coisinha gostosa? — Stella — Parando no posto para abastecer o carro, eu descanso a testa no volante — Posso passar um tempo com você? — O que está acontecendo Paris? — O mesmo de sempre — Respondi revirando os olhos. — Daddy Issues? — revirei os olhos, sempre fanática por Tropes de livros. — A mocinha daqui a pouco vai estar com os olhos colados na testa de tanto revirar os olhos. — franzi a testa olhando para o meu celular, vendo se era vídeo chamada — Como você sabe que eu revirei os olhos? — perguntei olhando em volta, se tinha câmera Escuto a risada dela mudando para seriedade. — Paris, você pode ficar quanto tempo que você quiser comigo. — Eu sei — suspirei. Sim, eu sei que sempre posso contar com ela para qualquer coisa. — Obrigada Stella — Agradeço — Só me diga se tem alguém, um CEO talvez? Um médico? Seu vizinho?— Pela voz dela, ela está imaginando. — Stella para de ler essas porcarias! Minha vida não é um livro. — Não tenho culpa se a sua vida para uma. Já tem Daddy Issues, falta achar um CEO, Plot de gravidez... Eu amo essa mulher.
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