O moleque, Johnny, entrou apressado, cara de quem viu fantasma. — Qual foi, menor? Tá pálido por quê? — O bagulho tá dando r**m lá na rua do barracão, chefe. — ele fala, coçando a nuca, meio sem jeito. — Aquele noiado lá que tá devendo, o Ernesto... brotou querendo comprar fiado de novo. Tá arrumando caô com o gerente. Franzo a testa, o cigarro quase caindo da boca. — Que noiado? Tem tanto arrombado devendo que já perdi a conta. — Aquele que tu mandou dar um corte na orelha da última vez, chefe. O tal do Ernesto. Meu maxilar trava na hora. Sinto o músculo repuxar na têmpora. — Cês tão me dizendo... — falo devagar, a voz saindo fria pra c*****o, puxando a fumaça funda. — ...que o arrombado ainda teve peito pra subir o meu morro de novo? Solto a fumaça pro lado, encarando o Johnny.

