A madrugada avançava como se arrastasse consigo o peso do que tinha acontecido no galpão. O apartamento de Dante estava silencioso — não o silêncio leve de casas ricas, mas o silêncio denso de quem sabe que o pior ainda não começou. Selena caminhava de um lado para o outro na sala enquanto Dante permanecia de pé, apoiado na parede, observando Luca dormir no sofá e Helena sentada ao lado dele, segurando sua mão com força. — Ele não pode ficar aqui muito tempo — Selena disse. — Assim que Adriano descobrir que Luca está vivo, vai tentar terminar o serviço . Dante cruzou os braços, a mandíbula travada. — Ele não toca nele de novo. Selena parou de andar. — Dante… você sabe que isso não depende só da sua vontade. — Depende do que eu faço a partir de agora — ele corrigiu. — E eu não vou

