O galpão inteiro parecia respirar após o confronto. O silêncio que veio depois não era paz — era o começo do próximo golpe. Selena ainda segurava a arma baixa, a respiração acelerada, olhando Adriano no chão. Ele tentava se apoiar no cotovelo, o rosto contorcido pela dor, mas os olhos ainda carregavam aquele brilho perverso, o brilho de alguém que nunca perde completamente. Dante se aproximou lentamente, cada passo calculado, como se estivesse medindo quanto de si ainda sobrava para não quebrar o inimigo ali mesmo. — Levanta — Dante ordenou. Adriano tossiu, manchado de sangue. — Faz melhor — ele provocou. — Me ajuda. Selena quase atirou só pela ironia. Mas Dante respondeu com frieza: — Eu não ajudo homens mortos a levantar. Adriano deu um sorriso torto, mesmo machucado. — Então

