Compatíveis

2608 Palavras
Lindsay - Seu nome é só Lindsay Ferreira, ou tem mais algum sobrenome? Me diz que sim, para não parecer ser o único aqui que tem um nome gigantesco. - Noah falou logo após levar um pedaço de pudim na boca. - Hum, vamos ver. - Comecei a amassar o pudim com o garfo. - Então, meu nome todo é Lindsay Ferreira dos Santos. - Falei por fim, vendo ele esboçar um pequeno sorriso no canto dos lábios. - Eu gostei, é bonito e combina muito com você, me lembro de ter dito isso no primeiro dia em que te conheci, mas como não éramos íntimos o suficiente, não dava para saber se a sua personalidade combinava com o seu nome ou não, mas agora eu posso dizer que realmente combina, é um doce, igual a esse pudim. - Você é muito exagerado! Nunca me viu brava pra falar que eu sou um doce. - Te vi sim, no primeiro dia em que te conheci, quando ficou chateada por causa do babacão. - Ri - Aquilo não chega nem perto, meu bem. Naquele momento, eu estava começando a ficar brava, se você quiser saber, é só perguntar pra Bianca que ela vai te dizer. - Então quer dizer que ela sabe como é a senhorita brava? - Exatamente! - Hum... Eu quero ver então, como você fica brava. - Não queira nem ver. - Sério? Me deu até medo aqui. - Riu logo após levar outro pedaço de pudim a boca e mastigar logo em seguida. - Bobo. - Também fiz o mesmo degustando aquele doce, que era o meu preferido. - Como você sabia que pudim era o meu doce preferido? - Perguntei com uma certa curiosidade, já que eu não tinha dito nada a ele. - Não sabia, eu fiz porque também é o meu doce preferido. - Ele me encarou surpreso, e depois esticou a palma da mão na minha direção. - Está vendo, outra coisa que nós somos compatíveis, primeiro é o gosto musical e agora é a nossa preferência por doces. - É verdade. - Falei enquanto entrelaçamos as nossas mãos, e levantamos os nossos braços, nos encarando com uma certa intensidade, e dessa vez eu senti meu coração acelerar, e comecei a respirar de forma ofegante, e esse foi o motivo para vê-lo levantar da cadeira na qual ele estava sentado, e se acomodar em uma que tinha ao meu lado. - Você é tão especial, Lindy. O contato de suas mãos sobre as maçãs do meu rosto, fez eu sentir um leve arrepio, e não só isso, mas a forma com que ele me encarava aqueceu outras partes, principalmente o meio das pernas. Depois que senti os seus lábios encostarem nos meus, ele cobriu a minha boca em um beijo calmo e lento com a sua língua que foi adentrando aos poucos, enquanto eu sentia seu gosto que agora se misturava com o pudim que ele havia comido, e nesse instante esse mesmo arrepio gostoso do qual eu havia sentido, se alastrou em meu corpo, e a minha respiração ficou mais ofegante, ao sentir seus dedos pressionarem minha bochecha, e ele aprofundar o beijo. De modo com que eu não me contive em sentar no seu colo e as suas mãos irem parar na minha cintura, onde ele apertou levemente, e eu aproveitei esse momento para espalmar as mãos em seu peito nú. - Deliciosa! - Proferiu entre meus lábios, e logo após nós voltamos a nos beijar com a mesma intensidade, o meu corpo começou a se arrepiar novamente com aquela sensação gostosa de estar em seus braços. Depois que encerramos o beijo na intenção de recuperar o fôlego, ele me encarou com uma certa ternura, enquanto acariciava meu cabelo. - Você também sentiu algum arrepio? - Perguntei logo após grudarmos nossas testas uma na outra, enquanto nos encarávamos, no fundo dos olhos. - Senti, e você? - Eu também. - São que horas? - Perguntei logo após desgrudar a testa da sua. - Hum deixa eu ver aqui. - Afastou seu rosto olhando para o relógio. - São 15:30. - Falou, e logo em seguida eu resolvi levantar. - Já. - Por que se afastou? Senta aqui gatinha pra gente namorar mais um pouco, vai. Involuntariamente acabei pensando nos meus pais. - Eu não sei como vou contar isso pra mamãe. Falo a verdade ou digo a ela que passei o final de semana com você? Me ajuda! Eu estou nervosa! - Pronunciei andando de um lado para o outro, enquanto roía a unha.- Você não conhece os meus pais. Eles são muito sistemáticos, principalmente o papai, se eu disser que eu dormi com você é bem capaz dele surtar. Ele podia ser meio tranquilão em outros aspectos, mas quando se tratava de mim, ele virava a casaca. - Calma, meu anjo, se isso acontecer não se preocupe, que eu irei conversar com eles, ok? Relaxa, você está muito tensa. - Como? Inspirei o ar inflando todo o peito, e depois soltei devagar na tentativa de me acalmar, pois eu ainda estava bem nervosa, e parando para analisar, eu tinha que ter pensado antes de ter vindo para cá, mas não fiz, e deixei me levar pelos hormônios. Agora mesmo que eu estou lascada. - Senta aqui, para nós continuarmos de onde paramos. - Deu um leve t**a na perna me chamando para sentar novamente em seu colo. - Você é muito apavorada, relaxa que vai dar tudo certo. - Tomara, viu. Eu não quero nem pensar na cara dele quando souber disso. - Coloquei meu cabelo todo para trás, vendo Noah me encarar do mesmo jeito intenso de sempre. - O que foi? - Senti meu rosto esquentar um pouco. Talvez deveria ser devido ao calor que estava fazendo na sala. - Ficou vermelhinha. - Mordeu o lábio inferior, enquanto mantinha a mesma expressão em seu rosto. Ai, meu Deus! Esse homem só está piorando ainda mais a situação. - Eu acho que estou com calor, deve ser por isso. - Me abanei com as mãos realmente sentindo o calor tomar conta daquele ambiente. - Você quer que eu ligue o ar? - Aham. - Ok! Ele levantou, e em seguida pegou um controle branco ligando o aparelho que começou a refrescar um pouco o local. - Então, o que você acha de nós darmos uma volta em algum lugar? É que eu ainda estou nervosa. - Sugeri. - Estou percebendo. - Sabe, pode não parecer, mas é que eu tenho medo que o meu pai não goste do nosso envolvimento, e acabe proibindo de me encontrar com você, e tem mais, eles não sabem que o Arthur e eu terminamos, e eu acho que é melhor eu nem contar pro meu pai, porque do jeito que ele é, será bem capaz de querer m***r o Arthur. Eu ainda não tinha pensado em uma forma de como eu iria contar isso a eles. No caso do papai, porque a mamãe já estava sabendo da crise que estávamos passando no namoro. - Baixinha, você está me deixando com medo. Seu pai é tão bravo assim? Apenas balancei a cabeça em concordância, e resolvi continuar em pé, enquanto escorava na cadeira. - Para ele, deixar eu namorar com o André e também o Arthur foi um custo, mamãe teve que conversar com ele praticamente a noite toda. - Caramba! - Exclamou espantado. - Ele só é assim porque veio de uma família muito rigorosa, a minha avó era daqueles crentes bem fervorosas que só usava saia abaixo do joelho, e véu para ir aos cultos. Tanto é que as duas irmãs do meu pai se casaram virgens, ee sabe que eu não sou, mas eu percebo que no fundo ele queria que eu fosse, é por isso que eu estou com medo. - Agora está explicado o motivo do seu desespero, realmente seu pai é linha dura. Nem o meu pai é assim com as minhas irmãs, e olha que ele também veio de uma família bem rigorosa. - Exatamente! Ainda bem que você entende, e se fosse pai talvez iria compreendê-lo melhor. - Bom, aí eu não sei, só ficaria chateado se a minha filha se envolvesse com um cara errado, mas se fosse um cara do bem, trabalhador e honesto não iria esquentar. - Hum.. Então o passeio ainda está de pé? - Resolvi falar aquilo para não prolongar a conversa, e também não ficar ainda mais encucada. - Claro! Você tem um lugar em mente? - Praça de Fátima. - Disse por fim, enquanto passava a mão sobre o cabelo, jogando-o para o lado. - E onde é que fica? - No centro. - Ah sim, então vamos lá. Ele levantou, e em seguida me abraçou por trás logo após ter se aproximado, e o contato dos seus lábios no meu pescoço, me causou outro arrepio, e também acabou me tranquilizando em partes. - Eu só vou ajeitar as coisas aqui para nós irmos, ok? Afastou-se, e logo em seguida pegou os dois pratos que nós comemos a comida, juntamente com os outros dois da sobremesa. - Você não, nós dois, eu vou te ajudar. - Me ofereci e ele riu se aproximando de mim novamente, enquanto beijava a minha bochecha de forma carinhosa. - Obrigada, minha linda! Você é um amor, sabia? Tão boazinha. - Passou os dois braços ao redor da minha cintura e me abraçou, e eu aproveitei aquele contato para encostar a cabeça em seu peito, e inalar o seu cheiro que eu tanto amava. - Não é nada mais que justo, né? - Ergui um pouco o pescoço para encará-lo. - Você fez tudo sozinho, e eu só sentei aqui para comer, por isso eu vou arrumar a cozinha, e sozinha. - Não, de maneira alguma. Eu vou arrumar a cozinha junto com você. Vamos fazer o seguinte: você lava a louça e eu seco, já que você não sabe onde guardar as coisas, fechado? - Aham. - Acenei positivamente logo após nos separarmos, e depois peguei as duas travessas vazias sobre a mesa juntamente com os talheres de servir, e segui até a sua cozinha que também era bonita e modulada. Não era igual ao do seu apê de Guarapari, mas tinha alguns detalhes que me agradavam bastante, aliás todo o apartamento dele era bonito e a decoração de muito bom gosto por sinal. - Então quer dizer que além de gato, você também tem um ótimo gosto. - Passei os braços ao redor da sua cintura, abraçando-o por trás enquanto ele terminava de guardar o último talher na gaveta logo após termos arrumado a cozinha. - Nossa! Adorei o elogio, sabia? - Falou logo após ter virado e envolvido os braços na minha cintura, e eu aproveitei esse contato para beijar o seu peito, e o fato dele estar sem camisa, contribuiu para que eu me excitasse novamente. m***a de homem gostoso! Logo após resolvi me afastar pois eu estava a fim de realmente dar uma volta. - Então, o meu vestido ainda está na sala?- Perguntei já que eu não tinha visto ele... Desde ontem à noite. - Eu coloquei no quarto dobrado em cima do sofá, só botei lá, porque ele estava pendurado na cadeira da mesa que tem na copa. - Ah sim, muito obrigada. Aproximei dele novamente, só para lhe dar um beijinho, e depois segui até o seu quarto, peguei o vestido verde, e antes de colocá-lo tirei a camisa da qual ele tinha me emprestado, e deixei ela ali no mesmo sofá. Após estar devidamente pronta, eu fui para sala, vendo que ele ainda estava do mesmo jeito. - Você não vai trocar de roupa? - Perguntei logo após vê-lo deixar o celular sobre a mesa, e em seguida se aproximar da onde eu estava. - Vou, só estava resolvendo algumas coisas de trabalho aqui com o Christóvão. - Me encarou de cima a baixo, e logo em seguida esboçou um sorriso s****o no canto dos lábios. - Gostosa! - Gemeu. - Ah! Só de imaginar que esse corpinho pequeno me levou a loucura durante a noite, e hoje pela manhã, é melhor eu ir trocar a roupa, antes que a gente não consiga mais sair daqui. Passou a mão no meu ombro de forma carinhosa, e logo após seguiu até o quarto, aproveitei que ele tinha ido mudar a roupa, para pegar o celular, e ver uma mensagem da Bianca surgir na tela após eu ter destravado o aparelho, e sentado no sofá. ‘’Doida, você nem me disse pra onde fui, eu aposto que deve ter saído da festa com o gatão gostoso, e inventou a desculpa da enxaqueca para o patrão e o Jaime. Tá muito esperta, hein Mas você dá muita sorte que o patrão é de boa, se fosse outro, já teria te mandado embora. Oh miga, não falta trabalho amanhã e nem o colégio, pelo amor de Deus, ok? E outra, amanhã a Gio e eu vamos querer saber de todos os detalhes.’’ Como ela sabia da enxaqueca? Ah, com certeza o Jaime deve ter comentado sobre, e isso deve ter sido coisa do Noah. Sorri ao ter olhado para ele logo após vê-lo aparecer na sala vestido com uma camisa de manga curta azul, e um short jeans, e nos pés uma sandália simples na cor branca, e mesmo vestido de forma comum ele estava um verdadeiro gato. - Vamos lá, minha linda? - Perguntou logo após sentar ao meu lado no sofá. - Aham. - Apenas concordei pegando novamente o celular que eu tinha colocado sobre o colo, na intenção de responder a mensagem da Bianca. - Viciada, hein. - Falou enquanto passava a mão de forma carinhosa no meu joelho. - Em quê? - Perguntei confusa, logo após encará-lo com o cenho franzido. - No celular. - Disse como se fosse óbvio. - Ah me desculpe, é que eu só vou responder a mensagem da Bi, e depois te prometo que eu enfio ele dentro da bolsa, e até desligo. - Não precisa exagerar, pode deixar ele ligado. - Valeu. - Concordei apenas e comecei a digitar uma mensagem para Bianca: ‘’Ah, desculpa Bi, é que com tudo aquilo que aconteceu, eu acabei esquecendo de avisá-las que fui embora. Então não sai da festa com ninguém, estou em casa deitada na minha cama, com uma tremenda enxaqueca, e pode ficar tranquila que eu não irei mas faltar trabalho. Amanhã nos vemos. Beijinhos.’’ Enviei a mensagem, e percebi que Noah estava olhando fixamente para a tela do celular, provavelmente ele deve ter lido parte da conversa. - Amor, eu acho melhor contarmos para o pessoal da lanchonete, sobre nós dois. - Ele soltou aquilo de modo espontâneo. - Eu acho melhor não, pelo menos por enquanto, é que, bom as meninas pensam que você é casado, e... - Sério? - Me interrompeu e logo em seguida riu. - Aham! - Entendi... É só falar a verdade para os funcionários, sei que não contei nada a ninguém. Bom, é porque sou muito reservado no que desrespeita a minha vida particular, principalmente com os outros, mas como nós dois estamos juntos agora e você trabalha lá, é melhor eu falar. - Sobre nós dois? - Fiquei preocupada, pois eu tinha um certo receio de que ele comentasse o assunto, já que ainda não era o momento de ninguém saber. - Não... É sobre eu estar separado. Vou respeitar a sua decisão, não se preocupe. Respirei aliviada, e em seguida ele massageou os meus ombros de forma carinhosa.
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