Por sua conta

3646 Palavras
- Novamente eu quero agradecê-lo por tudo, por essa semana maravilhosa, pelos passeios, e principalmente pela nossa noite. Pronunciei assim que Noah tinha acabado de estacionar o carro em frente de casa logo após termos ido dar uma volta na praça de Fátima, e depois no shopping. - Eu é que agradeço por ter conhecido uma mulher tão linda, maravilhosa e gostosa como você. - Falou enquanto esboçava um sorriso s****o no canto dos lábios. - E quanto aos seus pais, não se preocupe e procure relaxar, e principalmente contar a verdade sempre. Não minta para eles que pode ser pior, se você quiser, eu converso com o seu pai hoje mesmo sobre nós dois, e principalmente sobre as minhas intenções que são as melhores possíveis. - Não precisa fazer isso. Vamos continuar assim por enquanto, e tem mais, eu acho melhor nós irmos devagar e não apressar as coisas, pois um de nós dois pode acabar saindo machucado disso, e infelizmente ao que tudo indica, eu posso ser essa pessoa, entende? - Você está dizendo isso por causa da Verônica? - Perguntou enquanto arqueava as sobrancelhas. - Exatamente! Sabe, eu estou aprendendo a ser tão pé no chão, que eu não consigo acreditar no que está acontecendo. Parece tudo tão perfeito, que o medo disso desmoronar é grande. Olha pra nós dois. Somos de mundos completamente distintos, você é dono de uma rede de restaurantes e lanchonetes, e eu sou sua funcionária, não tenho perspectiva de fazer uma faculdade, pelo menos por enquanto, até porque os meus pais não tem condições de bancar uma para mim. A sua ex -mulher é advogada e se veste muito bem, e por mais que seja uma pessoa totalmente intragável, ela se encaixa ao seu mundo, já eu, não posso dizer o mesmo. - Por que você está falando isso, Lindy? Está arrependida de ter passado essa noite comigo? Notei uma certa preocupação em seu semblante. - Não, jamais, para mim foi a melhor de todas as transas que eu já tive. Foi perfeito, mágico, eu nunca senti algo tão forte como senti com você. Entrelacei as nossas mãos, enquanto percebia o seu olhar mudar e também ganhar um certo brilho. - É sério isso? - Acariciou minha mão com o polegar, enquanto me encarava com uma certa ternura. - Eu também, minha linda, mas tira isso da sua cabeça, de que nós dois somos de mundos diferentes. Não somos, e nunca seremos. Até porque eu não nasci em berço de ouro, é tudo que você está vendo, eu consegui com muito trabalho e esforço, vim de uma situação bem pior do que a sua, m*l ou bem, você mora em uma casa confortável, seus pais trabalham, você trabalha, nunca deve ter passado fome, eu já passei, e sei como é você querer comer e não ter nada, passar três dias em jejum… - Uma lágrima caiu no canto dos seus olhos. - É h******l, eu não desejo isso nem para o meu pior inimigo. - Ei! Não fica triste! Olha pra você, e no que se tornou, você venceu e é isso o que importa, se isso não te faz bem, procure não lembrar, ok? Aproximei os lábios da sua bochecha e o beijei. - Obrigado, minha flor, você é um anjo. - Você é que é um anjo, o meu anjo. Desculpa ter falado desse jeito com você, é que tudo isso que está acontecendo, tem me assustado de uma certa forma, eu só queria que você compreendesse. - Eu te compreendo, minha linda, pode deixar que eu vou me conter um pouco, e deixarei por sua conta. - Por minha conta! - Sim, você é que vai decidir o próximo passo que nós iremos dar. - Então você não irá forçar mais nada? Perguntei sentindo uma onda de desespero me invadir, será que ele tinha desistido de tudo? Ou ele viu que o melhor era voltar para a ex? Dispersei esses questionamentos com ele estalando os dedos próximo ao meu rosto. – Ei? Está com a cabecinha onde? Tá muito pensativa, aérea... Fiquei preocupado com você. - Não se preocupe, está tudo bem. Agora eu só preciso saber de uma coisa para eu entrar em casa sem olhar para trás, e principalmente esquecer tudo que aconteceu. - O quê? - A pergunta que eu te fiz, você ainda não respondeu. - Ah sim, me desculpe. - Ele riu enquanto apertava a minha coxa. - Não, mas eu também não irei me afastar, iremos continuar assim do jeito que estamos. Nos envolvendo sem titular algo, como você quer. - Ok! Muito obrigada por entender, quando eu estiver pronta para dar um passo a mais na relação, eu te falo. - Eu só espero que isso não demore porque no fundo eu quero muito que aceite namorar comigo, porque eu tenho a pretensão de me casar com você futuramente. - Eu também espero que isso aconteça, mas não depende só de mim, você também tem que fazer por onde, entende? Então, eu vou lá. Amanhã nos vemos na lanchonete. Falei logo após fazer menção de abrir a porta do carro, mas ele travou todas as portas propositadamente, e eu acabei sacando o que ele queria. - Vai sair assim sem me dar nenhum beijinho de despedida? Apenas neguei, vendo ele diminuir a distância que havia entre nós, para depois segurar meu rosto com uma certa delicadeza, e a sua língua adentrar aos poucos na minha boca, em um beijo calmo, porém com uma pitada de desejo, já que as nossas respirações se misturaram, à medida que o desejo aumentava, principalmente quando ele enfiou as mãos por dentro do meu cabelo, e por isso nós começamos a travar uma deliciosa batalha com as nossas línguas enquanto o beijo ia ganhando mais intensidade. - Agora sim foi uma despedida digna. - Ele riu logo após termos nos separado na intenção de recuperar o fôlego. - Já fez s**o dentro do carro? - Não, por que a pergunta? - Por nada, só uma curiosidade mesmo. - Ah sim… Agora deixa eu ir lá. Boa noite! - Aproximei o rosto do seu, e grudei os nossos lábios em um selinho demorado. - Boa noite, minha linda! Amanhã vou estar aqui no mesmo horário para te buscar. - Noah, essa é outra coisinha que eu estou querendo falar com você. Então não precisa ficar vindo aqui em casa me buscar todos os dias para me levar ao colégio, eu posso muito bem ir de ônibus, ou acordar mais cedo e pegar carona com o meu pai. - Não, de maneira alguma, eu faço questão de ir buscá-la todos os dias, já tomei esse compromisso e não posso quebrá-lo. - Novamente ele tocou meu joelho. - Ok, já que você insiste, eu vou aceitar. - Acho bom mesmo. Tchau gatona! Já estou sentindo saudades. A minha vontade é de não deixá-la sair, mas infelizmente você tem que ir, senão daqui a pouco o seu pai aparece aqui com um fuzil, e fala: larga a minha filha agora senão eu meto bala na sua cara, seu Zé mané. - Riu. - Exagerado! - Também sorri. - Você é muito bobo. - Então quer dizer que a senhorita me acha bobo? - Começou a cutucar minha cintura com o indicador e eu senti um pouco de cócegas, por isso eu comecei a rir. - Aí para, deixa eu ir. - Não vou deixar, agora fica quieta que isso é um sequestro. Ele diminuiu a pequena distância que havia entre nós, e me envolveu em seus braços, logo após passar os braços ao redor da minha cintura. - Não acredito que você vai fazer isso. - Falei enquanto espalmava a mão direita no seu peito. - Sim. - Pra onde? - Entrei na brincadeira. - Surpresa. - Hum então ok. - Sorri e ele segurou minha mão, levando-a até seus lábios. - Boa noite, baixinha! Dorme com Deus, até amanhã. - Até, meu gatão. - Encostei os lábios novamente nos seus, e depois sai do carro. Quando entrei em casa, vi que mamãe estava sentada na sala, assistindo o jornal que costumava passar aos domingos, e acabei me aproximando dela na intenção de cumprimentá-la. - Boa noite, mãe! - Falei após sentar ao seu lado no sofá. - Boa noite, filha! - Ela desviou o olhar da televisão, me encarando com um semblante sério. - Chegou cedo do trabalho, e esse vestido? Você foi trabalhar assim? Respirei fundo ao perceber o seu olhar desconfiado, e decidi que seria melhor seguir o conselho de Noah e contar a verdade para ela, mesmo não gostando. - Bom, é que eu não fui trabalhar hoje. - Espalmei as duas mãos no meu joelho enquanto lhe encarava. - Não? Como assim? Então você e o Arthur se reconciliaram? - Também não. Mãe, eu tenho uma coisa pra te contar. - Mordi o canto do lábio inferior, a fim de conter um pouco do nervosismo. - Fala filha, o que foi? Seu pai está no banheiro, eu acho melhor você contar logo antes que ele saia de lá. O que andou aprontando? Pode falar! Só veio com uma bolsa, sem mochila... Disse que iria dormir na casa da Bianca, e que de lá ia pro trabalho, mas chegou aqui sem a sua mochila, e ainda por cima não foi trabalhar, oonde você passou o final de semana? - Me encarou do mesmo jeito de antes. - Com o meu patrão. - Soltei a bomba de uma vez, sem me importar muito com que ela iria achar disso, já que mamãe tinha uma forma de pensar um pouco arcaica. - Entendi... Então você dormiu com ele? - Apenas balancei a cabeça em concordância, e ela meneou decepcionada. - Não acredito que você transou com o seu patrão sem terminar com o Arthur. - Claro que não! Jamais faria isso. Eu terminei com o Arthur ontem a noite já que eu descobri que ele estava me traindo com um homem. Foi só eu falar isso para eu escutar o barulho da porta sendo aberta, por isso eu parei de falar ao ver papai surgir na sala terminando de secar seu cabelo um pouco grisalho na toalha. - Pai! - Abri um sorriso forçado, assim que ele me encarou. - Boa noite, filha! - Ele disse logo após ter se aproximado da mesa e sentado na cadeira. - O que vocês estavam conversando? Traguei a saliva, e logo em seguida respirei fundo torcendo para que ele não me analisasse igual a mamãe. - Nada demais pai, só uns assuntos aqui sem nenhuma importância. - Ah sim, e cadê o Arthur? Ele não está vindo mais aqui em casa. Está acontecendo alguma coisa que eu não saiba filha? - Nos dois não estamos mais juntos, decidimos terminar, pois achamos melhor assim. - Entendi.. - Ele me encarou sério, enquanto me observava com muita atenção. Ai meu Deus! - E porque você está vestida dessa forma? Foi trabalhar assim? - Não, eu não fui trabalhar hoje. - Não? - Arqueou as sobrancelhas. - Eu estava em uma festa com a Bianca, a mamãe sabia, eu avisei a ela. - Ah, sua mãe sabia? - Agora ele lançou um olhar sério pra mamãe. - E porque não me contou nada Beatrice? - Então eu ia te contar Renato, mas ela acabou chegando mais cedo da Bianca. - Eu fui pra lá ontem à noite, e nós resolvemos fazer uma festa do pijama de última hora. - Completei na intenção de me justificar. - Olha lá, filha... - Desconfiou. - Não quero te ver de sem vergonhice por aí, até porque você é uma moça de família, e não essas que os pais deixam fazer o que querem, mesmo que tenha dezoito anos, e que acha que sabe tudo sobre a vida, mas não sabe, é só uma menina, uma criança. Vou ficar de olho em você, entendeu? E outra, se eu souber que está aprontando eu proíbo as suas saídas para casa das amigas nos fins de semana, ok? Apenas balancei a cabeça em concordância, e depois observei ele aproximar o seu rosto da minha bochecha na intenção de beijá-la. - Vai lá tomar um banho e tirar essa roupa, e depois pega o seu boletim para o seu pai e eu vermos como estão às suas notas. – Pronunciou mamãe, logo após ter levantado do sofá. - É mesmo. Cadê o seu boletim, filha? - Papai também fez questão de perguntar. - Então, eles não me entregaram, ainda, mas assim que fizerem isso, eu dou a vocês, e não se preocupem, que as minhas notas estão ótimas, principalmente em matemática. Papai sentou no sofá ao meu lado enquanto apoiava a sua mão no meu ombro, e me encarava. - Muito bom, tem que continuar assim para entrar na faculdade. - Faculdade?! - Exclamei surpresa. - Eu vou fazer faculdade? - Claro que vai. Já sabe qual curso? - Pedagogia. - Disse por fim, não acreditando muito no que o papai estava dizendo. Então eu iria para a universidade. - Consegui uma bolsa para você no centro universitário São Camilo, com um conhecido meu. Tem que aproveitar a chance, vou pagar a metade do preço, só que antes você precisa fazer o vestibular, caso você passe, eu pagarei esse preço. - Involuntariamente acabei o abraçando. - Obrigada, pai! Eu nem sei o que dizer, eu pensei que eu não fosse para a Facul... - Faculdade... - Interrompeu. - Claro que você vai, filha. Tem que estudar se quiser conseguir algo, ainda mais em um pais como o nosso com essa crise toda, complicado… - É verdade. - O bom é que é aqui na cidade, assim não vai precisar ficar longe da gente. Apertou a ponta do meu nariz, e eu apenas sorri com o gesto, e logo após levantei do sofá seguindo para o meu quarto. Deixei a bolsa na cadeira assim que entrei, e resolvi pegar o celular e ligar para Bianca que atendeu de primeira. Falei para ela que tinha esquecido minha mochila na sua casa, e a própria disse que levaria amanhã pro colégio. Depois que encerrei a chamada, vi uma mensagem do Noah surgir na barra de notificação. ‘’Gatinha, acabei de chegar em casa, e já estou morrendo de saudades. O que você fez comigo, menina? Me pegou mesmo de jeito.’’ Sorri assim que terminei de ler a mensagem, e depois resolvi enviar um áudio para ele. ‘’Eu também estou morrendo de saudades, meu lindão. Desculpa a demora para responder, é que eu estava conversando com os meus pais. Ah, e outra, tenho uma novidade pra te contar. Não vou falar através desse áudio, amanhã eu te conto.’’ ‘’Hum novidade. ?Vou querer saber de tudo! Me diz, é coisa boa ou r**m? Porque se for r**m é melhor nem falar.’’ Terminei de ler a mensagem que ele tinha enviado e logo em seguida, enviei outro áudio ‘’Não se preocupe gatão, é uma coisa maravilhosa, tenho certeza que você vai adorar, assim como eu.’’ ‘’Adoro quando você me chama de gatão, princesa. Então ok, vou ficar na ansiedade até amanhã, beijão pra você minha linda, te adoro.’’ ‘’Eu também, gatão.’’ Também resolvi enviar uma mensagem, e logo após travei o celular deixando ele em cima da cômoda. (...) No dia seguinte, logo após chegar à lanchonete, e começar a atender os clientes, eu tentei disfarçar ao máximo quando Noah chegou e nos cumprimentou de forma simpática, mas não deixando de apertar minha cintura, o que fez eu sorrir de imediato, e Bianca também nos encarou com uma certa desconfiança. Ai meu Deus! Só espero que ela não tenha percebido nada. - É impressão minha, ou o patrão apertou a sua cintura? Engoli seco, vendo os olhares desconfiados de Larissa para nós duas, logo após ela ter servido a mesa sete e se aproximado de nós. - Continuem de papinho que já, já o patrão coloca as duas no olho da rua. - Ela disse toda cheia de si, enquanto olhava para as suas unhas pintadas de rosa Pink. - Depois não diz que eu avisei. - Tirou o grampo que prendia parte do seu cabelo, e voltou a prendê-lo novamente. - Caramba! Que falta de sorte você tem! Imagina só ser trocada por um homem. Na boa se eu fosse você desistiria de me relacionar, aliás eu nem sairia de casa ao saber que o meu namorado me traiu com outro homem. Eu não acredito que até essa garota sabia da traição. Quem será que foi o fdp que contou? Com certeza deve ter sido o André. Respirei fundo tentando controlar a vontade que eu tinha de socar a cara dela, e como estávamos no ambiente de trabalho não pegaria nada bem se eu me submete-se a isso. - Olha só, cala a sua boca, que você não tem moral nenhuma pra falar de ninguém, sua ladra de namorados alheios. A Lindy só foi traída pela primeira vez por sua causa.- Bianca foi em minha defesa. - Nossa! Mas quanta dramatização, querida. - Ironizou e aquilo me irritou. - Eu não tenho culpa se o André me achou mais gostosa que tu, fofa. - Alfinetou - Me segura Bianca, senão eu vou quebrar a cara dessa garota. - Me irritei. - Então vem querida, que eu não tenho medo de você, sua piolha incubada. Sou carioca florzinha, vim da rocinha. - Ela bateu no próprio peito querendo me enfrentar, mas Jaime acabou aparecendo na hora. - Eu posso saber o que está acontecendo aqui? - Não está acontecendo nada Jaiminho. É essa garota aí que está com dor de corna, e veio pra cima de mim querendo me agredir, cê acredita? - Fez a vítima, e o Jaime me encarou com o semblante sério. -- Você está na minha lista n***a. Não pense você que só porque o Noah está sendo bonzinho contigo e relevando muitas coisas suas, que ele não vai te demitir, porque quanto menos você esperar, isso pode acontecer, e outra, pessoas ´r que não irá faltar para colocar em seu lugar. - Ah se ele soubesse que eu só faltei ao trabalho por causa do Noah, não estaria falando isso. - E outro aviso, vamos ser menos agressivas no ambiente de trabalho, e principalmente respeitar os outros. Agora que eu já dei o meu recado, podem voltar ao trabalho. - Falou todo cheio de autoridade, e principalmente a sua arrogância o que era notável, e logo após beijar o rosto da Larissa. Eca! Virou as costas e caminhou para a parte interna da lanchonete. - Aí, que ódio do Jaime! Que velho ridículo! Ele se acha demais. Viu a forma que ele te humilhou? Não acredito que esse i*****l fez isso com você a favor daquela bruaca da Larissa. - Bianca falou com uma certa revolta, logo após ver a Larissa se afastar. - Deixa eles, Bianca, que o que é de cada um está guardado, principalmente o da Larissa. - Vai se vingar? É isso aí menina, está ficando esperta. Tem que ser assim mesmo, não dá pra continuar sendo trouxa de ninguém, se vinga mesmo dessa caninana. - Bateu de leve no meu ombro. - Não irei fazer isso, mas algumas coisas vão calar a boca deles, principalmente a do Jaime. - Como assim calar a boca deles? Me explica isso direitinho, que eu não estou entendendo nada. Ah, e por falar nesse assunto, eu ainda quero uma explicação daquele aperto que o patrão deu na sua cintura. - Desconfiou. - Aperto! Que aperto? Eu acho que você está vendo demais. Ele não me apertou e muito menos cutucou a minha cintura como insiste em afirmar. - Tentei me justificar para que ela parasse de me interrogar, já que em hipótese alguma ela poderia saber que Noah e eu estávamos nos envolvendo. - Tem certeza? Vou prestar mais atenção para ver se isso realmente é coisa da minha cabeça. - Passou a mão novamente no meu ombro. - Eu acho melhor nós voltarmos ao serviço antes que o Jaime ou o próprio patrão apareça aqui, não é? - Me alfinetou, e depois virou as costas seguindo para a mesa dez, já que ela tinha sido ocupada por um novo cliente. Depois que eu terminei de atender a mesa nove, Noah resolveu aparecer na recepção, e como eu estava esperando Giovanna buscar o Milk shake de ovomaltine que seria servido para o mesmo cliente, ele ficou só de longe observando, pois de vez em quando trocávamos olhares disfarçados um com o outro. Então logo após ela me entregar o pedido do cliente e eu servi-lo, Noah aproveitou que as meninas tinham ido lá dentro para se aproximar de mim e dizer: - Vi que você e a Larissa estavam discutindo mais cedo. Aconteceu alguma coisa? - Nada demais, o Jaime já resolveu toda a situação. - Eu vi tudo através das câmeras. - Ele riu. - Mas não me aproximei de você por causa disso, só vim aqui para falar que eu te quero na minha sala assim que desocupar daqui, ok? Tô com muita saudade. - Me encarou de cima a baixo enquanto esboçava um sorriso malicioso. Posso te falar uma coisa? - Mordeu o lábio inferior de um jeito bem sexy eu diria. - O que você quiser, meu gatão. - Você está um t***o com essa calça, eu amei, me deixou e******o. Piscou e logo após virar as costas, observei ele seguir a parte interna da lanchonete, e ainda olhando para ele, acabei rindo ao imaginar que faria s**o com o meu patrão dentro do escritório. Meu Deus! Isso é bem louco, pois imagina só se o Jaime entra lá e dá de cara... Ui! Não quero nem pensar.
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