94 - Key

1258 Palavras

Key Narrando Eu já vinha reparando há dias que o Leandro tava diferente. Quieto demais, pensativo demais, ficava mexendo no celular com uma expressão pesada, como se tivesse o mundo nas costas. No começo achei que era coisa da cabeça dele, algum estresse da correria, mas não, era mais que isso. Eu sentia. Quando ele me olhava, tinha um misto de culpa e saudade, uma parada estranha que eu não sabia decifrar. Toda vez que eu pergunto o que tá rolando, ele desvia. — Tá tudo bem, Key — ele diz seco, quase automático. Mas o “tá tudo bem” dele nunca me convenceu. O cara virou um ciumento doido. Manda mensagem o dia inteiro perguntando dos bebês, se eu tô em casa, se têm alguém comigo, se vou sair, com quem vou. Eu tento levar na boa, mas confesso que tô ficando sufocada. E o pior é que eu

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