Serpente Narrando Tava agilizando meu lado, o volume do som do bar no talo quando o celular vibrou. Atendi no meio do escritório, com copo na mão, pensando que era promessa de grana ou alguma treta. Do outro lado era o Caçula, com voz cortada, meio afobado: — Mano, a Ariela tá aqui na boate. Quer falar contigo. Ela tá nervosa, parece desesperada. Engoli seco. Ariela era nome que eu não queria nem ouvir, por nenhum motivo. Eu tinha deixado ela no vácuo. Respirei fundo e falei curto: — Manda ela ir embora. Não quero papo. — Já mandei — o Caçula respondeu —, mas ela falou que se eu tentar tirar ela, o mundo inteiro vai saber o que ela tem pra dizer. Só quer falar com você. O estômago deu um nó. Fingi calmaria: — Beleza. Tô indo — Chamei o gerente do bar — Fecha o caixa e controla a ca

