Serpente Narrando Acordei virado no cão. Mäl fechei o olho, não deu nem duas horas de sono e já tive que levantar. Baile na quebrada não espera ninguém, ainda mais quando eu sou o dono do bagulho. Corpo cansado, mente a milhão, mas a responsa fala mais alto. Primeiro corre é na base: conferir se os menor tão alinhado, segurança bem armado, cada canto vigiado. Dia de baile é guerra velada, todo mundo sorrindo, curtindo, mas no fundo tem que ficar ligeiro porque qualquer vacilo vira tiroteio. — Tá no grau? — perguntei pra um vapor, que tava na frente conferindo rádio. — Tudo certo, chefe. Segurança reforçada, os cara tão espalhado já. — Quero visão em cada esquina, não deixa brecha pros alemão nem pros gambé. Depois fui lá na logística. Palco sendo montado desde cedo, paredão de som q

