SOMBRA -X9

833 Palavras

O sol já estava quente quando Lúcifer e Sombra chegaram à boca. O movimento era constante, mas organizado. Vapores nos pontos, olheiros atentos nas lajes, rádio chiando de tempos em tempos. O Coroa n***a parecia calmo — e isso, para quem vivia ali, nunca era sinal de descanso. Era sinal de atenção redobrada. Lúcifer subiu os três degraus de concreto da boca e parou na sombra da cobertura improvisada. Cruzou os braços e varreu o morro com o olhar. Cada viela, cada escada, cada ponto de contenção. Sombra encostou na mesa onde o dinheiro estava sendo contado. — Alguma coisa fora do normal desde ontem? Um dos vapores respondeu rápido. — Não, chefe. Movimento padrão. Só cliente mesmo. Lúcifer fez um sinal com a cabeça, mas não parecia convencido. — E na parte da mata? — Dois homens fixo

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