NARRAÇÃO: O DONO DA p***a TODA (PIVÔ) Saí do quarto e a batida da porta ainda ecoava no corredor, junto com os gritos abafados da Luna lá dentro. O ódio tava me dando uma calma que só quem tem o poder de vida e morte entende. Desci as escadas devagar, sentindo o peso do fuzil na bandoleira. No pé da escada, o Dente de Ferro e mais dois moleques tavam de plantão, com a cara de quem sabe que o tempo fechou de vez. — Dente, encosta aqui — chamei, a voz saindo baixa, mas cortante. O moleque colou na hora, ajeitando o bico na cintura. Ele é cria antigo, não faz pergunta, só cumpre a missão e guarda o segredo na sete chaves. — A visão é o seguinte: amanhã, na primeira luz do dia, tu vai arrumar um serralheiro. Mas não quero ninguém aqui do morro não, que é pra não ter fofoca nem gracinha. Bu

