Elisabete narrando
- Muito linda a sua nora - Uma mulher de cabelo preto fala sorrindo para Sofia , ela vestia um vestido vermelho que deveria ser dois tamanhos a menos do que ela deveria usar - E esse rosto angelical? Ela é um doce. - Sorrio assim que a mulher olha para mim.
Sofia estava ao meu lado que nem uma estátua, do outro lado estava Mateus, seu pai, um tal de Gabriel que eu entendi que era o seu braço direito na máfia, Mateus estava bem de frente para mim e me encarava o tempo inteiro, era como se ele esperava um passo em falso meu, para dizer que eu errei ou diz algo errado.
- Você e da onde querida? - A mesma mulher com a voz irritante do vestido vermelho P me pergunta e eu olho para Sofia que já se intrometer.
- Elisa é brasileira - Sofia fala - Mas morou na Califórnia durante alguns anos.
- Nossa que legal, adoro as praias de lá - A voz irritante fala
- Realmente são maravilhosas - Eu comento com um leve sorriso no rosto.
- Sofia , Mateus tem uma sorte grande - Ela fala
- Obrigada Alzira - Sofia fala e a mulher se afasta - Pode falar você também não aguentava mais a voz dela .
- Não mesmo - Eu comento
- Vem vamos sentar - Ela fala me guiando até uma mesa - Até eles conversarem vamos ficar aqui por muito tempo.
Eu apenas sorrio para ela. Sofia estava me tratando bem porque a gente tava em uma festa? Ou porque ela era louca?
No outro lado do salão e encarando Mateus eu vejo Daniela, vejo que ele encara ela e fico pensando, porque ele não escolheu ela? Porque à mim? Ela tenta chamar atenção dela, mas logo e detida por Manoel e Marisa e Mateus também não dar muita bola para ela.
Quando eu era pequena mas bem pequena, deveria ter uns 5 anos, eu lembro de ir ate à uma festa que nem essa, lembro que mamãe estava bem arrumada, com um vestido rosa comprido. Mas não lembro quem estava junto de nós, eu vestia um vestido rosa forte que nem de uma princesa. Sempre que me pegava em um momento r**m , eu fechava os meus olhos e tentava lembrar algo bom que eu passei ao seu lado. Mas no meio de tanta ilusão e sofrimento, as coisas boas foram se apagando da minha memória, e hoje eu não tinha quase nada em minha cabeça, a não ser oque eles queriam que eu tivesse.
- Você quer comer alguma coisa? - Sofia pergunta e eu n**o. - Você não comeu nada.
- Eu estou sem fome - Eu falo
Tudo que eu queria era um remédio, um remédio para tirar essa agonia que eu sentia aqui dentro de mim, Essa coisa r**m, Essa coisa que queria me matar aos poucos.
Demorou muito até eles se juntarem a nos duas na mesa, sentaram e começaram a falar e rir de coisas variadas, coisas que Sofia sabia muito bem oque era, já eu, não fazia ideia do que eles falava e imaginava.
- Vamos dar uma volta - Mateus fala e eu assinto, nos levantamos da volta - Já voltamos - Ele faz sinal para Gabriel que assente com a cabeça, ele entrelaça as nossas mãos e saímos em direção ao jardim.
- Está frio aqui - Eu resmungo baixo assim que sinto minha pele se arrepiar por inteiro.
- Veste isso - Ele fala dando o casaco do seu terno.
- E Você? - Eu pergunto
- Estou bem - Ele fala me ajudando vestir oque ficou enorme.
- Obrigada - Eu falo e ele assente com a cabeça.
Paramos na frente de um pequeno lago que tinha ali e ficamos observando ali, oque era nada, ele em silêncio e eu também. Oque passava na cabeça dele? Oque ele queria?
Uma hora ele era rude, grosso e na outra hora educado. Ele era doente, só podia ser doente.
Eu batia exatamente na altura do seu peito, ele estava com as duas maos nos bolsos da sua calça oque deixava ele bastante atraente.
- Essa casa é do seu pai? - Eu pergunto quebrando o silêncio.
- Não - Ele responde - É do governo.
- Seu pai é importante - Eu falo
- Talvez porque ele seja o presidente - Ele fala
Grosso!
- Claro - Eu falo - Esqueci desse detalhe.
- O mais importante - Ele fala - Por causa desse detalhe é porque você está aqui. - Respiro fundo.
- Você - Eu paro de falar e ele me encara
- Você o que? - Ele pergunta
- Porque você me trouxe aqui fora? - Ele arqueia a sobrancelha.
- Para Você tomar um ar - Ele responde - Porque a pergunta? Quer entrar?
- Não - Eu falo e ele assente com a cabeça.
Ele se aproxima de mim e me vira de frente para ele e eu encaro os seus olhos, ele respira fundo, ele me puxa para perto dele, e vai lentamente encostando o seu rosto no meu, e selando os nossos lábios em um beijo, ele agarra a minha cintura e eu passo a minha mão pelo seu pescoço, quando sinto os Flash eu vejo o porwue ele me trouxe aqui fora.
Ele para o beijo e eu me afasto lentamente dele é olho para os lados mas não tinha ninguém.
- Tony morreu - Comecamos a escutar alguns gritos - Ouve uma morte dentro da casa - Vejo o sorriso satisfeito no rosto dele e encaro ele sem reação.
- Chegou a hora de ir - Ele fala e eu encaro ele ainda sem entender - Anda Elisa. - Assinto com a cabeça.