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640 Palavras
Elisabete narrando - Você já sabe oque falar não é mesmo? - Sofia pergunta - Sim - Eu respondo Eu me olho no espelho estava com um vestido preto, e um salto vermelho, acompanhado de um colar e um brinco vermelho e um coque na cabeça, eu estava digna de uma princesa da Disney. - Nós dois vamos chegar juntos - Mateus fala para a mãe dela - Meu pai cadê? - Estou aqui - O pai dele fala arrumando o relógio - Boa noite, você deve ser Elisa? - Boa noite, sim - Eu respondo em poucas palavras, eles se encaram. - Ela é totalmente ao contrário do que vocês disseram ontem - Ele fala - Gostei. - Melhor ir - Mateus fala me colocando para dentro do carro. Ele me ajuda a arrumar o cinto já que tinha emperrado. - Você não é muito cuidadosa com as coisas - Ele fala me ajudando a colocar o cinto - Bem atrapalhada - Eu encaro seus olhos assim que ele me encara. - Tentarei tomar mais cuidado - Eu falo sem falar a palavra " Desculpa". - Você tá parecendo um robô - Ele fala - Como eu devo falar? - Eu pergunto e ele me encara. - Como você - Ele responde - Não quero que ninguém ache que vou casar com um robô. - Nós vamos nos casar? - Eu pergunto - Sim - Ele fala - Daqui alguns meses, antes das eleições, claro, Meu pai precisa de um neto também. - Neto? - Eu falo olhando para a estrada e depois encaro ele - Adotar? - Não - Ele fala - Vamos ter um filho juntos - Eu paralido encarando ele - Espero que não precise chegar até esse ponto mas se precisar,vamos ter que ter um filho, mas não se preocupe,depois ele vai para um colégio interno e até ele ter idade para isso vai ter bastante babás cuidando dele. Eu começo absorver as suas palavras e começo a piscar sem parar. Filhos? Eu tinha me metido numa família de loucos? Primeiro o pai dele precisa comprar uma esposa para o filho e agora eu preciso ter um filho com ele? Tudo isso para as eleições do pai dele, para ele se reeleger. Todas as meninas d onde eu vim, sonha em poder pedir ajuda para o presidente da merda desse país, e o próprio presidente é a favor de tudo isso que acontece. Isso era ridículo, ridículo de mais. - Eu acho que falei de mais - Ele fala me olhando - Te deixei confusa. - Tudo bem - Eu falo dando um leve sorriso - Eu estou bem. Eu fui treinada para obedecer e ser agradável. Mas será que eu precisava aceitar isso para sempre? - As câmeras já estão em vocês - Sofia fala arrumando meu colar - Sorria garota. A mãe dela era uma problemática que não tinha vida própria,só sabia viver para o filho e para o marido, para o sucesso deles. E para o dela? Ela conseguiria? Jamais! Às vezes fico pensando qual teria sido o passado dela? Uma garota que nem eu? Comprada em qualquer bueiro? Sendo obrigada a se envolver com homens nojentos? Sendo humilhada, torturada e estuprada? - Esqueci de dizer uma coisa - Mateus fala baixo - Você ficou linda, mas não tanto, quando eu à vi aquela noite apenas de lingerie. Era para eu sorrir e agradecer o seu elogio patético e machista? Sim, era! Mas qual era parte que eu o matava com as minhas próprias mãos? Não existia essa parte Elisabete. - Está todo mundo nos olhando - Eu falo - Como meu pai queria - Ele fala - Vamos lá Elisa precisamos fazer um teatro - Ele fala pegando na minha mão e descemos as escadas com todos na festa nos olhando.
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