Encontro inesperado

1708 Palavras
Clara Acordo na cama do Tony, sinto seu cheiro no lençol. Como seria acordar com ele? — Acorda mulher! Isso nunca acontecerá. — respondo meu subconsciente em voz alta. Agora quem fala comigo, é meu estômago que ronca ansiando por alimento. Lavo o rosto e olho para a camisola da Ju que estou vestida, como sou mais alta ficou extremamente curta. Como só tem a Julia em casa e estou morrendo de fome deixo para me trocar depois. Ainda sonolenta preparo omelete, sinto o cheiro bom do café que acabei de coar. Tenho a sensação que estou sendo observada. — Bom dia, Clara! — a voz grave do Tony me faz arrepiar. — Oi! Tony, não esperava que você fosse chegar agora, olha como estou vestida, vou me trocar. — Ei, calma. O omelete queimará! Fica tranquila, prometo só olhar em seus olhos, mesmo que seja um pecado perder o restante. — ele sorri sem graça — E a Ju? — Ela ainda está na cama, dormimos tarde ontem — Coloco o omelete no prato — Você já tomou café? — Não, estou cheio de apetite! O cheiro está ótimo! — Então vamos comer. — pego duas xícaras no armário e ao me virar percebo ele olhar minha b***a — Antônio, meus olhos, lembra? — Seus olhos são azuis — ele arqueia a sobrancelha — Juro que estou tentando olhar para eles! — Então continua focando neles! — ele sorri e sentamos à mesa. — O que aconteceu para a Julia ficar daquele jeito, Clara? — ele muda o assunto. — É melhor ela te contar, não posso trair a confiança que a sua filha deposita em mim. Se fosse algo realmente grave te contaria com certeza. — Sei que sim — ele segurou a minha mão — Obrigado de novo, você é uma peça fundamental na minha vida, e desculpa por te envolver em meus problemas e da minha filha. — Você nunca me incomoda, adoro a sua filha, e para de me pedir desculpas por isso. — ele acaricia minha mão enquanto falo. — Também adoro você! Mesmo você só gostando da minha filha. — rimos. — Você é um bom amigo! — nossos olhares se encontram e um clima aparente fica no ar — Vou me trocar, preciso ir para casa, deixei meu irmão sozinho lá. — O Carlos sabe se virar, fica para o almoço? — ele se levantou junto comigo e ficou perto demais. — Melhor não, você tem muito a conversar com a Ju. — nos olhamos por segundos que parecem horas. ********** Tony Desliguei o celular, imediatamente peguei o meu notebook e enviei um email desmarcando as reuniões do dia seguinte. Consegui um voo para 5 h da manhã, chegarei em casa cedo, preciso saber o que está acontecendo com a minha filha. Ao entrar na cozinha, constatei a Clara com uma camisola branca e curta, senti meu m****o saltar. A mulher tem curvas perfeitas, minha boca salivou ao ver seus s***s fartos, só pensava em como seria tê-los encostados em mim. Expulsei esse pensamento olhando seus olhos, porém, ele me transmite amor. Não posso mais conter esse sentimento, preciso dizer que sou apaixonado pela minha amiga. Levantamos juntos e ela está perto demais para resistir, disfarcei a chamando para o almoço e diante da sua recusa me aproximei. Os olhos da Clara a traem, ela sente o mesmo. Segurei-a em meus braços puxando-a para perto de mim. Como minha amiga não fez nenhum sinal de recusa, encostei nos seus lábios que pareciam sedentos, o beijo dela é maravilhoso e está tão entregue quanto eu. Ela começou a explorar meu corpo com as mãos e aproveito para fazer o mesmo, mas ela interrompe o beijo. — Será que é hora de pedir desculpas? — perguntei com medo, não quero que a Clara se afaste como da outra vez. — Tony eu… — ela pensa — esquece só me beija! — entrelaça as mãos em meu pescoço sem delicadeza e voltamos de onde paramos. Encosto a Clara no balcão de mármore, ela entrelaça as pernas em minha cintura e faz um caminho de beijos, do pescoço ao meu peito abrindo a minha camisa social. Que mulher perfeita, o seu toque é delicado e, ao mesmo tempo, sedento. Minhas mãos percorrem seu corpo o que me deixa louco de prazer. Não posso esquecer que a Julia está em casa e pode acordar a qualquer momento. Fui em direção a escada para irmos para o meu quarto. — Para onde você está me levando? — ela pergunta ofegante. — Para o meu quarto, a Julia pode acordar e nos flagrar aqui. — Meu Deus! Esqueci completamente dela, melhor parar por aqui. — ela disse descendo as pernas. — Nem pensar, hoje você será minha! — seguro ela pela nuca, puxando de leve o seu cabelo e a beijo, que mais uma vez cruzou as pernas na minha cintura. Subi as escadas com ela, quando ia entrar no meu quarto a Julia sai do dela e ficamos os 3 sem reação. — Pai! Não te vi chegar! — ela foi a primeira a falar. — Filha, desculpa, eu não queria que você nos visse assim. — a Clara desceu do meu colo ajeitando a roupa toda vermelha de vergonha. — Acho melhor eu me trocar e ir embora. — ela disse tampando o rosto — minhas coisas estão aqui no seu quarto, dormi aqui porque a cama da Ju não cabia as duas, enfim… — Gente calma, já sou bem grandinha, desculpa ter atrapalhado seja lá o que vocês pretendiam fazer! — a Ju sorriu — mesmo sendo constrangedor estou amando vocês juntos! Aproveitem. — minha filha entrou para o quarto, com um sorriso imenso no rosto. — Tony, não sei onde enfiar a minha cara, desculpa pela situação, deveria ter me contido… — Sem desculpas, lembra? — ela sorriu com a mão no rosto e entrou no quarto. — Vou me trocar e ir embora, não sei como olhar para cara da Ju! — Ei, calma! — abracei-a — A Julia é grandinha e pelo jeito curte nós dois juntos. — dei um selinho nela. — Juntos como amigos! Se agarrando pelos corredores da casa é outro assunto. — Amigos não se desejam dessa forma, quero você e não é como amiga. A beijo com desejo, mas por intuito tranco a porta atrás de mim. Clara tira a minha camisa totalmente entregue. Retiro sua camisola liberando aqueles s***s maravilhosos. Coloco-a na cama e admiro seu corpo perfeito e me deito sobre ela sentindo a suavidade de sua pele. O bico do seu peito enrijece a cada toque meu. O cheiro que exala dessa mulher me deixa em êxtase. Quando eu ia tirar a sua pequena calcinha ela parou o beijo. — Não, Tony! A Julia está no quarto ao lado e sabe o que estamos fazendo, melhor não. — tentei me segurar. — Você tem razão! — me jogo ao seu lado na cama e respiro fundo. — Teremos outra oportunidade. Você precisa conversar com a sua filha, ela está passando por um momento difícil. — ela se deita de lado apoiando o cotovelo na cama. — Queria muito continuar — deslizo meus dedos em seu rosto com carinho — mas minha filha vem em primeiro lugar — o lado pai falou mais alto. — É por esse motivo que te amo. — ela fala de olhos fechados enquanto recebe o meu toque. — Oi? — me assusto com a declaração, não esperava ouvir isso nem tão cedo. — Esquece, eu e minha mania de falar o que penso em voz alta! — ela enrola-se no lençol para se levantar. — Calma, Clara! Não precisa correr de mim, finjo que não ouvi nada, pode ser? — seguro sua mão. — Antônio eu quis dizer, que amo a forma que você cuida da sua filha, é isso! — ela fala pausadamente. — Sem formalidades, para você é Tony, afinal você está em minha cama e acabou de dizer que me ama! — descontraio. — Agora não estou mais! — ela levanta, pega suas roupas e vai para o banheiro. Não posso negar que, amei ouvir um “eu te amo” dos lábios dessa linda mulher, mas me assustei um pouco. Por mais que ela me atraia muito, não sei se a palavra correta para o meu sentimento seria amor. Tenho muito medo de machucar a Clara, pois o carinho que tenho por ela é enorme, acompanhei de perto todo o seu sofrimento. Quero muito que dê certo, minha missão agora é saber se esse meu coração magoado ainda tem espaço para amar. — Por favor pare de pensar no que falei! — ela me tira do meu transe ao sair já vestida do banheiro. — O que te faz acreditar que estou pensando nisso? — sorrio. — Conheço essa sua cara lambida de "não quero ser o responsável por partir novamente o coração da pobre, Clara!" — ela me imita engrossando a voz. — Não farei isso! E sim, estou pensando em você, estou com muito medo de não ser bom o suficiente para você, mas não quero e nem vou me afastar, pois só penso em você em meus braços. — me aproximo. — Preciso de você afastado, sem beijos! — ela põe a mão em meu peito nu — Primeiro você conversa com a Julia. — Jura que teremos outra oportunidade? — Juro! — ela vai para a porta. — Você é tão linda, tão gostosa! — sorri. — Menos, Tony! — ela destranca a porta. — Tchau! — Não tenho direito a um beijo de despedida? — pergunto segurando a porta. — Tony, sou apenas sua amiga, sem beijos! — Amigos dão beijos no canto da boca, lembra? — ela fica corada, com certeza também lembrou do aeroporto. — Um beijo e você solta a porta? — Te dou a minha palavra! — Fecha o olho! — ela sorri e a obedeço. Clara beija a ponta do meu nariz e abre a porta. — Assim não vale! — reclamo como uma criança. — Disse que daria um beijo, mas não falei onde! — ela desce com leveza os degraus da escada.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR